quinta-feira, 25 de maio de 2017

Nunca

Nunca quis.
Nunca.
E ao ouvir isso, ela viu todos os seus castelos desmoronarem, tudo o que ela acreditava estava errado, pois o nunca era muita coisa, nunca era muito longe.
Depois disso, todas as suas ideias começaram a lhe perturbar, como assim nunca? Ela estava além de cega e surda, analfabeta?
Por que não estava escrito em lugar nenhum que todas aquelas ideias estavam erradas, muito pelo contrário, ela mesma já havia ouvido que era uma pena que os caminhos não convergiam, que o destino a eles não foi simpático e agora a verdade, tão crua, parecia tão desnecessária, tão desmerecida, afinal, não tinha como ser verdade esse nunca, mas ele era sim, muito verdadeiro.
Era verdadeiro como o nunca vou te esquecer, era verdadeiro como nunca irei embora, era verdadeiro igual ao nunca te quis.
Nunca é tão sério...
Palavra dada, palavra cumprida, se é para viver com o nunca, com ele ela viveria, afinal era melhor saber da verdade sempre e se esse compromisso ela fez com ela mesma, com ele ela teria que conviver. 
Disposição para aceitar o que não se pode controlar e resignação para ser o nunca de alguém.
Que esse nunca realmente seja real, pois de realidade ela precisa em doses cavalares, aceitar e seguir, esquecer e renascer.





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