quinta-feira, 9 de novembro de 2017

William Wacky, deveria ser o seu nome...

Escrevi o nome dessa pessoa incorretamente e foi de propósito para dar um certo tom piadista a este blog e se não funcionou dessa maneira, whatever porque na real, esse senhor não merece lá muita graça mesmo...
Muita gente pode me dizer que não devemos julgar todo um trabalho, toda uma vida por conta de uma colocação mal feita e eu até acho que colocar os pés pelas mãos é perdoável de tempos em tempos, mas ele foi tão delirante em seus comentários que não há nem uma classificação razoável para algum tipo de desculpa tipo estafa, stress, dor de cabeça, de dente, de nada, nada serve de muleta para que entendamos os fatos como simples atos falhos...
Depois dessa introdução maravilhosa, vamos começar??
Então, Wack em inglês significa doidinho, uma pessoa excêntrica com ideias estúpidas e eu peguei esta tradução diretamente do Google Translator e não deve estar incorreto, uma vez que este apresentador da Rede Globo, demonstrou corretamente e amplamente que o significado é realmente esse e ele fez isso da maneira mais incontestável de todas, ao vivo.
Não adianta a retratação, uma vez que o que ele falou saiu espontaneamente daquela cabecinha horrorosa e isso só reforça o que eu sempre digo, ninguém consegue esconder por muito tempo o que realmente é e o que realmente pensa, é uma questão de tempo até que "acidentalmente" você deixe escapar o que realmente é a sua verdade.
O engraçado foi que eu comentando com uma pessoa sobre o ocorrido escuto assim "ahh, mas isso é coisa de judeu, eles são assim..." e o detalhe é que essa pessoa fez exatamente a mesma coisa que o tal do titio Wil, só que não teve o azar de ser gravado, mas estou deixando para a posteridade o seu comentário tão racista quanto...
Agora voltando ao nosso wackyzinho, como será que os pensamentos são processados nesta mente já quase anciã? Será que ele já não viveu o bastante para entender que pessoas estúpidas são estúpidas em qualquer cor, credo, forma e tamanho?
Aí vem a desconfiança, qual o critério que ele tem para escrever sobre algo? Será que o preconceito afeta a maneira como ele vê o mundo e como ele transporta esses pensamentos para suas reportagens? 
Eu considero a mente um lugar bem sombrio, vocês sabem a quantidade de coisas doidas que guardamos nela, os nossos medos, nossos julgamentos, nossas neuras, processar tudo isso e mais os sentimentos, as inseguranças já é um trabalho por si só exaustivo e quase todos nós conseguimos processar isso e ainda por cima ter pensamentos pelo menos razoáveis, não deveria haver espaço para essa ideia de que eu me nomeio melhor que o outro porque eu sou eu, isso para mim é meio descabido e de boas, há coisas muito mais importantes na vida do que ficar se auto afirmando em cima de pessoas que são diferentes de mim, deixar em paz o coleguinha e se preocupar com a sua cabecinha doidinha é o melhor que você pode fazer meu amor!
Para quem tem idade suficiente para discernir o certo do errado, sempre haverá tempo de reconsiderar suas crenças e suas verdades, faz parte da comunhão entre as pessoas o erro também, mas devemos distinguir bem o que é um simples erro e o que é desvio de conduta, devemos distinguir o que é ou não correto, não só de se dizer, mas de se acreditar...
No caso dessa pessoa foi um comentário racista, mas existem tantas vertentes de preconceito, aquele contra as mulheres não realizarem algo pois são muito hormonais ou muito verborrágicas, ou de gays, por que são gays, ou de playboys porque são sei lá o que, me parece que o correto é você ser caucasiano, com 1,80m no mínimo, heterossexual, classe média alta que mora em um bairro de classe média alta, cabelo liso e uma capacidade danada de se misturar. Mas correto para o que? Qual é essa necessidade de classificar os outros e colocá-los em caixinhas definidinhas, como escória da sociedade, ou como marginais, ou como eu fiz acima, pessoas "normais"?
Para terminar e sem mais delongas, qualquer preconceito é crime, não importa o seu nível hierárquico ou o nível de sua exposição e não importa também se vem de uma minoria contra uma maioria ou vice e versa, preconceito é algo aprendido e disseminado, ninguém nasce com ódio da cor vermelha por exemplo, mas aprende a odiar essa cor por conta de como foi exposto a ela e o que foi condicionado a pensar sobre, por isso não passemos em frente essa mensagem de que é normal humilhar ninguém, mesmo porque todo mundo, hora ou outra, precisa de todo mundo e nunca sabemos quem o mundo nos coloca frente a frente.
Sr. Wacky, agora uma mensagem direta a sua pessoa, após o ocorrido você declarou não se lembrar de ter feito os comentários e aí paixão, ou você está com aquela tal de debilidade senil, doença a qual não há cura mas há tratamentos que ajudariam o senhor a encarar a melhor idade com mais serenidade ou que infelizmente isso é um ato corriqueiro que já lhe passa desapercebido, aí eu só te diria que tenho uma vergonha alheia imensa de você agora...
 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

20 minutos

Eu não sei o que pode acontecer daqui a pouquinho e como diz o slogan da Band, em 20 minutos, tudo pode mudar, mas mesmo assim, com medo dessa assustadora realidade, sigo e tento combater e me manter em lugares onde eu possa desafiar essa máxima, as coisas podem pelo menos uma vez, ficarem como estão. Ou não?
Abandonar o que não te faz bem, mudar de ares, trocar as coisas de lugar, jogar fora papel velho, abrir caminho para outros pensamentos pode e deve ser o caminho para que as coisas mudem, mas e o que queremos que fiquem iguais, devemos mexer? E se estragar?
Não, não dá, ou você muda tudo, corrige as coisas e começa de novo ou parte do princípio de que tudo vai ficar a mesma merda...
O que tem que mudar não é o lugar é a atitude para com o lugar...
Vem comigo e pensa assim, se você reparar no filme da Bela e a Fera com muita atenção, não são as coisas inanimadas que criam vida e ajudam a tal da Bela, é a Bela que tem que enxergar o bem até em lugares onde não há nada, usar de ilusão as vezes ajuda a transformar a realidade pouco colorida dessa vidinha nossa de cada dia e em minha opinião ela é um bom exemplo de que se não há como combater algo fora de nosso controle, devemos mudar a maneira como olhamos para aquela situação. E tem sempre a última alternativa que é largar tudo, se refazer e ditar as suas regras.
Estou longe disso, mas tentando não ficar mais quando eu quero ir embora, não me sujeitando mais quando eu não tenho mais força para lutar contra algo que não posso controlar, o que eu posso fazer que é o melhor para mim é me apegar ao que é bom e deixar o que está ruim para lá, assim fiz e assim faço, vou sempre em direção as coisas melhores e se o caminho que eu escolher não for tão colorido assim, troco de novo, danem-se as regras e convenções e o que as outras pessoas vão achar ou não de minhas atitudes, elas não tem as minhas dores de cabeça, não enfrentam as minhas frustrações e nem ouvem o meu choro a noite sozinha por ter que me conformar com o que eu não quero me conformar, então não, não peço mais a opinião de ninguém e se alguém tem alguma coisa contra a maneira como eu decido viver a minha vida, talvez seja melhor ir escolher uma maneira melhor para viver a própria vida.
Eu ando dando umas cabeçadas e falhando, mas ainda é novo o processo onde eu construo o meu próprio reino, então ainda me permito pequenas falhas, mas vai dar tudo certo, sempre deu, há sempre um novo por do sol, um novo sorriso e novas aventuras, mesmo aquelas pequeninas...

Moniquinha...

Nossa o mundo da lua para mim hoje é pouco, nem sei em qual mundo eu fui, acho que a energia que despendi ontem me deixou esgotada....
Experiências antigas, bem velhinhas hoje permearam a minha mente...
Vou contar uma historinha de uma pessoa muito querida minha que anda afastada e sinceramente acho que nem quer muito papo comigo, mas vou usar meu blog para homenageá-la, se for para falar dela, que seja bem pois ela merece.
A conheço há uns 13 anos e nossa história inicialmente foi bem conturbada, quando trabalhamos juntas não lembro agora se é porque eu sou muito chata ou se é porque ela era muito chata, acabamos nos desentendendo e uma terceira amiga nos fez resolver a situação (inclusive nesta primeira conversa a terceira amiga sugeriu que eu procurasse um psicólogo para lidar com a minha atitude super reativa e eu fiquei super chateada.... Queria ter sido inteligente e seguido este conselho... quem sabe minha história hoje fosse bem diferente...)
Enfim, depois de um começo turbulento, acabamos nos entendendo e ela me ensinou uma série de coisas (no campo profissional, quase tudo o que sei) e no pessoal, me espelhei nela para ser mais feminina, delicada e com ela de modelo nunca errei.
Passamos por poucas e boas juntas, sofremos, sorrimos e como o destino quis, nossas vidas tomaram rumos bem diferentes, mas mantivemos o contato na medida do possível.
Depois de algum tempo o destino me colocou junto dela novamente, mas agora sem ser perto fisicamente, mas de qualquer maneira eu pensei que tudo voltaria a ser como era antes, mas mais rápido do que parecia que ia acontecer, o sonho desmoronou e não tive a oportunidade de voltar a participar da vida dela, não deu para reestabelecer contato.
Estou dizendo tudo isso pois hoje eu senti que não tinha mais aquela liga que costumava nos fazer ficar conversando por horas e rindo demais de todas as coisas engraçadas que fazíamos no nosso dia a dia.
Não houve cumplicidade na conversa e isso é muito ruim.
Porque essas coisas boas vão embora?
No meu caso eu sei qual o veneno que matou essa plantação, mas não dou o nome porque pode pegar em outras plantações, não vou propagar...
Hoje seria um dia que eu não queria ter que lidar com esses problemas. 
Queria que fosse só uma desconfiança, queria ligar para ela amanhã e resolver isto, mas também ela nunca liga para mim...
É que nem aquela história do marido que passa 50 anos casado com a mesma mulher e todo dia ela fala:
"BOM DIA, EU TE AMO"
E ele não responde nada.
Um dia, depois de falar eu te amo sem receber uma resposta há anos, ela vira para ele e pergunta:
MARIDO, PORQUE VOCÊ NUNCA RESPONDE QUANDO EU FALO QUE TE AMO"
E como não poderia deixar de ser, a resposta óbvia é:
"SIMPLES, NÃO TE DIGO QUE TE AMO, POIS NÃO TE AMO"
Meio óbvio né, só podemos concluir que só ela não viu que acabou o sentimento faz tempo...
Gostaria de mandar o meu coração para você, nunca deixarei de te amar...

Agora te aviso o seguinte, o tempo não mudou minhas convicções, continuo honesta e bocuda, mas nunca desleal e continuo não traindo a confiança das pessoas, nunca deixei de agir assim com ninguém, ninguém mesmo, fui com todos a mesma merda, hahahaha!  

Domingos em família

E mais um dia clareou com sol quente, muito quente, quente ao ponto de você sentir saudades do inverno, sabe? Mais ou menos igual quando está muito frio e você sente aquela saudades do calor, resumindo, a mesma coisa.
Mas enfim, estou decidida a fazer pequenas coisas para todos ao meu redor, pequenos gestos que me ajudem a recuperar o meu final de semana limão azedo, tento deixar pelo menos o domingo um pouco sabor de bala de goma, acordei decidida e vou conseguir fazer tudo ficar bem, isso tudo estava para se realizar, até a hora que decidi descer a escada e encarar a real… A triste e crua realidade… 
Cenas do dia a dia familiar, desço e a falta de ar da minha mãe já está em alta... Ela já está nervosa e isso as oito da manhã...  
Começo a me mexer, descasco umas batatas, quero honestamente ser uma filha melhor e eis que minha mãe começa a delegar tarefas, no que eu paro e penso, que ás vezes é necessário mandar um vai para a puta que o pariu, poxa, tive que tomar Rivotril para tentar me acalmar e dormir na noite anterior e ainda me vejo transformada na porra da Cinderella… Mas eu tinha uma promessa, eu ia ser melhor… Disse bem, ia …
Não, essa foi minha resposta e a proposta de um dia melhor começou a ir por água abaixo quando eu escuto um vai para a puta que o pariu partindo do outro personagem, meu pai que em busca de atenção aos seus problemas, fica indignado com a falta de vontade da minha mãe em escutá-lo. Esse puta que o pariu me colocou em um lugar meio nebuloso, afinal, todos temos que lutar por dias melhores, todos devemos nos esforçar e engolir os fodam-ses diários.
Quando tudo está uma bosta, eis que eu subo e começo a escrever e ao me concentrar sou chamada mais do que prontamente a realidade com um alto e sonoro FILHAAAAAAA, porque a voz quando é para pedir alguma coisa, funciona que é uma beleza. Ao que eu repondo: QUE QUE É? E a pergunta refere-se a uma receita de um remédio que não precisa de receita, assunto esse que já foi debatido diversas vezes e no que me preparo para responder isso pela segunda vez só hoje, aí o novo personagem introduzido na história, o meu pai, grita: EU NÃO VOU COMPRAR REMÉDIO NENHUM POIS EU NÃO TENHO DINHEIRO e a sugestão que minha mãe dá é: “PODE USAR O MEU CARTÃO” e a resposta é: " EU NÃO VOU USAR CARTÃO PORCARIA NENHUMA". 
Esse diálogo de merda poderia ter sido evitado se minha mãe, psicótica como ela só, tivesse ouvido eu falar as oito da manhã, quando eu ainda estava bem e com o coração metade aberto às mudanças, que eu compraria o remédio para ela no dia seguinte com o cartão da farmácia que já caia direto no meu pagamento... 
Mais não, ela só ouve o que ela diz e eu já deveria ter me acostumado com isso.
Meu pai sai, a casa fica em silencio por alguns instantes e eis que não há nada a ser feito, já que eu adiantei todo o almoço e estou somente esperando a muçarela da vendinha ser entregue para colocar a comida no forno, mas essa espera consome minha mãe que começa, sozinha, a falar alto coisas do tipo: DEUS, POR QUE DEUS? POR QUE? E choraminga um pouquinho sem lágrimas nos olhos... Dois minutos depois, ela liga novamente para a vendinha e pede, com a voz mais calma do mundo que eles entreguem o queijo para que possamos terminar o almoço, como se ela não tivesse invocado todos os santos minutos antes. Desliga o telefone e xinga o cara. Depois de uns dois minutos começa novamente uma conversa com Deus, que é interrompida por quem? Pelo moço da vendinha que provavelmente já estava no caminho da entrega... E sei disso porque um segundo depois ela me grita para que eu possa terminar o almoço... 
E assim o dia passa, o almoço até que fica bom, mas a digestão não é boa, depois de interagir sempre com os mesmos gritos, as mesmas invocações, os mesmos bordões, tudo o que você tenta construir para que o seu dia seja melhor, todo esse esforço cai por água abaixo…

A noite chega e com ela a esperança de um novo dia, a oração é simples, que eu consiga acordar e ser o meu melhor, que os espiritos bons, impeçam os ruins de tentarem me tirar de meu objetivo e que se isso não for possível amanhã também, que eu tenha forças para continuar tentando… Mesmo contra todas a adversidades…