quinta-feira, 25 de maio de 2017

Chape... Atrasado...

Nasci num lar de são paulinos roxos e me tornei corintiana e só essa diferença entre torcidas já dava um blog pelas provocações e pelo inconformismo pelo que eles chamam de vira casaca, mas de acordo com meu pai que é torcedor fanático e tem teorias para tudo nesse mundão de Deus a única explicação plausível seria porque eu sou muito doida, mas de alguma maneira em meus meios diferenciados de raciocínio acho que time é escolha, uma simples questão de gosto.
Claro que em muitas casas rola a tradição familiar e você acaba acaba indo com a maré, pai palmeirense, filho palmeirense, mas a diferença no meu caso é que meu pai nunca poderia imaginar que eu fosse gostar de futebol porque na cabeça dele isso não é coisa de menina, mas ao contrário de tudo isso me envolvi e não houve mandos nem desmandos que me tiraram desse caminho e é meio aquela coisa, se você torce pelo Santos, será Santos até morrer.
Falo do futebol, mas pode ser qualquer outra paixão, tem gente que gosta de carros ou de corridas, ou de animais, coisas que despertam suas paixões e isso é importante, ter paixão nas coisas que queremos, liberdade de amar o que mesmo indiretamente ligado a nós, nos faz bem.
Confesso que acompanho mais a tabela dos campeonatos quando o meu time está na liderança, não me interesso pelos outros ganhadores e sei que isso é coisa de má perdedora, ok eu confesso, mas não há nada mais delicioso do que disputar indiretamente com os jogadores, vibrar com os gols, com as declarações, ver o choro da vitória e se emocionar quando as coisas não dão muito certo para o nosso lado.
Agora vocês imaginem acordar um belo dia e descobrir que isso não vai mais acontecer, que o seu time se foi...
Desmantelar uma equipe por conta do mercado da bola é uma coisa, agora morrer todo mundo em um acidente chega a beirar um filme de mau gosto.
Não sei se a comoção foi porque a Chape era pequena e vinha guerreando entre os grandes como um grande, abrindo seus caminhos próprios, avançando e se mantendo forte durante todo o seu tempo de atividade, ou se foi porque essa tragédia nos trás de volta a dura realidade do mundo movido pelo dinheiro, pela avareza e decisões tomadas apoiadas simplesmente pela sorte, que podem de uma maneira ou de outra afetar a todos nós.
Eu não vou emitir opiniões sobre o que motivou o piloto a se comportar da maneira que se comportou porque eu não vejo explicação para tamanha falta de discernimento, mas vou falar sobre o resultado desta coisa horrível com essas pessoas.
Apareceram pessoas até então anônimas que de uma maneira ou de outra, acalentaram o coração de quem perdeu seus entes queridos, como o menino e o seu pai que ajudaram a encontrar os destroços no meio da mata, foram enxotados de lá pelos bombeiros, pois eles acharam que o menino estava saqueando os pertences das vítimas, mas saíram de lá depois que já tinham ajudado a resgatar cinco pessoas...
A mãe do goleiro Danilo que ficou um dia inteiro com notícias divergentes que davam conta da morte e da não morte de seu filho e que depois de receber no final do dia a confirmação da morte do menino, se resignou e achou em seu coração, espaço até para consolar um repórter, isso depois de mandar seu coração para todas as vítimas do jornalistas que estavam acompanhando o time nessa viagem e ainda abraçou a torcida que tanto amava o seu filho, como uma mãe faz com seus pequenos quando eles estão inconsoláveis pelas duras lições que a vida lhes prega.
A população da Colômbia que foi participar da homenagem a Chape e que fez um espetáculo de humanidade e solidariedade...
Todos os times, os jogadores, que prestaram o seu respeitoso minuto de silêncio, usaram o brasão da Chape, homenagearam da maneira que podiam pessoas que uma hora ou outra podiam fazer parte de seus cotidianos, porque o mundo da bola é pequeno...
Todos os que pararam suas atividades para emanar energias positivas para os desencarnados e para os seus entes amados que ficaram aqui inconsoláveis....
A imagem do primeiro avião chegando com os corpos no Brasil foi muito triste e parece que o dia chorava pelos mortos que ali chegavam...
Foi de cortar o coração...
Agora para quem ler este texto e julgar a minha fala entristecida e pensar que há coisas mais importantes para se falar, lembrem-se que a ganância e a falta de caráter conteve esse time por ora, mas nos ajudou numa importante lição, mesmo no meio das maiores tragédias, não podemos descuidar de nossos interesses por um minuto, temos que ficar atentos a nossa volta, amar quem está perto e vigiar quem está longe e quando eu digo vigiar me refiro a tudo e a todos e talvez um dia encontremos caminhos melhores a percorrermos.
Neste jogo saímos todos perdedores.

Casos de um pai, meu no caso...

Causos com Tonico:
  • Ser acordada de madrugada por ele para comer um hambúrguer de calabresa do Burdog;
  • Receber cartas vindas de lugares para onde ele viajava a trabalho, contando todas as coisas bonitas e diferentes que ele via;
  • Ganhar de presente fitas cassetes gravadas com as músicas em inglês que eu mais amava no mundo e o melhor de tudo, ele deixava eu usar o seu walkman para escutá-las;
  • Ganhar de presente um microfone;
  • Ser apaixonada pelo Fabio Junior e receber um autógrafo, que veio por intermédio dele;
  • Tocar a sua bateria no estúdio;
  • Gravar um jingle com ele;
  • Avisar, depois de uma conversa bem tensa que sou bipolar e ouvir dele a seguinte resposta: "É eu sempre desconfiei que tinha alguma coisa de errada com você";
Tem outras coisas ótimas, tem coisas não tão boas, mas no final da contas ele foi o cara que nunca deixou a peteca cair, ele fez aniversário meio cabisbaixo este ano... Mas eu tenho certeza que não será assim para sempre, as coisas ruins sempre passam e ficam as lições, lições de 77 anos bem vividos, lições que formam a história, o caráter, a pessoa que você é e você é 10!!

Amor...

Eu sinto amor em todas as coisas e muitas vezes isso faz de mim uma pessoa meio boba, mais eu me acostumei a ser meio besta, já faz parte de quem eu sou.
Mas o amor para alguém como eu não é um sentimento tão simples de ser dividido, explicado, ele não vem, pelo menos para mim, como uma dose grande de coisa boa, ele vem com uma alta taxa de culpa, de ressentimento e de dor.
Sim, de dor.
Aí, ao ler isso você diria, ah Carol então você não ama, porque o amor é pleno, sábio, todo desmedido e eu te digo que não, amamos como aprendemos a amar e eu que já fui muito obtusa, estou tentando sair desse circulo vicioso aonde o amor tem que ser sempre dolorido e confuso.
O desafio é saber como me relacionar com esse sentimento para assim, conseguir me relacionar com quem quiser dividir isso comigo.
Esse ano foi um divisor de águas na minha vida, pode parecer pouco tempo para que tenha um impacto tão grande, mais eu deixei para trás pessoas que eu tinha para mim como grande valia e trouxe comigo hoje só as pessoas que me ensinam a ser melhor, amei a todos os que ficaram para trás também, mas não sei se da maneira correta, não sei se fui correta na maneira como me relacionei com eles e como demonstrei o que eu queria, mas eu só sei que eles me mostraram como eu não quero ser amada e nem tratada, como não é necessário abrir mão de tudo para poder ter um pouco de atenção e de carinho, quero pessoas que me desejem o bem e que me façam o bem, como eu faço ou fiz a elas, deixei para lá a vontade de agradar e foquei em me agradar, me satisfazer, depois disso, quem estiver no meu barco, saberá que está ali só porque eu os amo, daquele jeito né, meio torto, mais sincero e pleno, tô aprendendo a gostar de mim e de tudo o que eu sou, de tudo o que eu tenho dentro de mim e hoje eu sei que posso oferecer muitas coias, mas não posso e nem quero implorar por sentimentos alheios, ou eles estão ou não e se não estão, chegou a hora de deixar essas convenções de lado e amar a quem me ama e a ver, quem me vê.
Anotei um novo nome no meu coração e estou tentando elaborar essa nova fase sem tirar demais dele e nem de mim, procuro o natural e rezo para que as coisas sejam suaves, estou muito feliz em ter essa nova oportunidade de conhecer sensações que eu achei que estavam reservadas só para os que têm sorte, fico muito realizada em saber que eu tenho uma parte da minha história de amor para ser escrita, como vai se desenrolar e como vai ser no final das contas não sei, só sei que enquanto estivermos juntos no objetivo de fazermos bem um ao outro, tô dentro por inteiro, quero a plenitude que não aprendi a ter, quero aprender a ser mágica e a me sentir mágica, a deixar os momentos serem eternos enquanto durarem e a ser feliz, mesmo com todas as adversidades, todas as dúvidas e todas as provações, espero ganhar essa luta dentro de mim e quem sabe poder dividir com ele os louros dessa vitória.
Abrir o coração para o novo e olhar para o outro com o coração cheio de mim, quem sabe ele me enxergue também e nos tornemos uma coisa lindíssima juntos...

Palavra dada... Blog antigão - 2015....

Foi-se o tempo onde eu podia dizer que a culpa foi minha, foi-se o tempo onde eu poderia dizer que eu errei, que eu não fiz ou que eu não tentei. 
Dar desculpas pelo comportamento alheio é uma das maiores farsas na qual nos metemos e aceitar que não havia mais nada para ser feito lá é necessário para o processo de cura. 
Tirei do meu caminho a dor de achar que eu faria a diferença se eu tivesse chegado antes, se eu tivesse ido embora depois, se eu tivesse visto ou se eu tivesse ficado. 
Eu não fiquei. 
Não fiquei porque não era mais bem vinda e porque eu quis ir embora. 
Esgotei todas as minhas memórias sobre todas as palavras trocadas e cheguei à conclusão que mesmo que eu tivesse usado outro vocabulário, o resultado seria o mesmo, duas almas precisam se encontrar e querer permanecer juntas e indiferente do que acontece elas ficam juntas. 
Sofrer não é a minha escolha, não mais.
Minha escolha agora é identificar os meus problemas e direcionar as minhas forças para corrigi-los e não tentar corrigir o outro ou moldá-lo ao que eu acho certo ou aceitável, se você quer viver sua vida no limite, quem era eu para tentar tirar essa sua vontade? 
Se você quer viver de superficialidades, quem sou eu para impor a minha profundidade aos seus discursos e atitudes? 
Se você não quer o meu amor, quem sou eu pra enfia-lo goela abaixo?
Eu erro com dignidade, erro sem querer, mas quando restabeleço a minha força interior, não te deixo mais me desmerecer e esse é o caminho, eu volto para a luz de paz e amor que eu sempre lutei para manter acesa dentro de mim e me despeço de você da única maneira que sei, te mandando toda a felicidade que o mundo puder lhe dar e que isso aconteça você estando só, acompanhado, na superfície ou nas profundezas, mas que seja tudo seu, que  você tenha a sorte de se encontrar como eu me reencontrei e que nossas histórias se façam memórias boas de um tempo curto de boas risadas e uma esperança de que tudo ia dar certo, mesmo com todas as diferenças. 
Desejo a nós a verdade sempre e a conquista de todos os horizontes que desenhamos, que eles sejam coloridos e que na paz da sua ausência eu consiga viver em paz! 
Me liberto de você e te liberto dos meus pensamentos, minha alegria será a prova viva de que sobrevivemos até das coisas que parecem que nos tiram o ar, a direção e a fome de vida. 
Desejo que essa fome de vida nos acalme, nos faça melhor do que fomos, ou melhor, que te faça melhor do que o que você foi para mim. 
Eu prometo que serei o melhor que eu puder para mim, preciso trazer a felicidade para dentro do meu coração e a partir daí, fazer parte de outro coração que esteja disposto a compartilhar bons sentimentos. 
Ficarei bem e essa é uma promessa e olha, eu sou boa nisso, minha palavra vale muito!! 
Você sabe disso!!











Blog perdido de 2016...


Hoje fiz o último teste e sinceramente não dá...
Dirigir em São Paulo é uma porcaria e não há bom humor que dê conta das centenas de pessoas que acordam propensas a fazer cagadas com carros, motos, ônibus e caminhões todos os dias.
Não trabalho longe, por isso não teria nem tempo para que acontecesse tanta coisa errada na minha frente...
Mas acontece.
Hoje foi um dia diferente, acordei feliz, sai de casa feliz e comecei a jornada muito feliz...
Subi as subidas, desci as descidas (hummm.... redundância sim....), até a hora que eu comecei a sentir um cheiro de queimado e me desesperei porque eu pensei que viesse do meu carro, já comecei a panicar, até eu me ligar que o cheiro vinha da rua e por sinal vinha de uma van que alguns segundos antes havia entrado na minha frente na preferencial...
Mas eu não havia me irritado, pois hoje não seria esse tipo de dia...
Mas o cheiro me deixou um pouco receosa, a última coisa que eu precisava naquele momento era de que o carro daquele indivíduo morresse na minha frente, por favor, não, o dia estava lindo e isso não seria uma opção, então tudo bem, pensamento positivo e no meio do caminho consegui ultrapassá-lo e tudo voltou ao normal.
O problema é que enquanto eu estou vindo trabalhar eu escuto as notícias e adoro ouvir os comentaristas matutinos, todos revoltados como eu, então é divertido ouvir coisas que eu gostaria de falar em voz alta, mas a falta de conhecimento técnico e boa oratória me impedem de fazer...
Mas ao mesmo tempo que eles são um pouco a minha voz, eles me incitam a ficar mais nervosa, com a noticia que eu tive hoje que a Prefeitura de São Paulo resolveu colocar ciclofaixa embaixo do minhocão, um dos lugares mais movimentados de São Paulo e que não tem condições de receber a quantidade de carros que recebe, agora vai receber uma faixa exclusiva de ciclistas...
Quem faz esses estudos?
Qual a população de ciclistas em São Paulo?
Por que o prefeito não usa as faixas, indo de bicicleta para a Prefeitura todo dia?
Sabe por que não?
Porque ele colocou ciclovias em partes da cidade, pequenos pedaços de ciclovias que não se ligam e que depois de alguns quilômetros de passagem, somem de vista...
Quem determina onde são os pontos importantes de circulação de ciclistas em São Paulo?
Aí ouvindo a notícia de mais uma ciclofaixa, não é que aparece, no meio da rua uma ciclista, tipo na faixa da direita e enfatizo, no meio da rua... e isso poderia não me afetar em nada, não fosse pelo fato de eu estar na faixa da direita e todos os carros desviavam para cima de mim, para não atropelá-la... Tem algo de muito errado na logística do trânsito de São Paulo...
Pronto, acabou a paz, fiquei cheia de revolta, xinguei a ciclista, xinguei o prefeito, xinguei a velhinha que queria atravessar a rua e até o cachorrinho na coleira da moça que estava passeando com ele as seis horas da manhã...
Seis horas da manhã? Sério? Isso é hora de passear com cachorro minha gente? Vai dormir, tomar café, vai cagar, sei lá, acabou a paciência e todo mundo é culpado por isso...
Mais um dia no trânsito de Sampa e esses foram somente os primeiros vinte minutos...

NÃO ESQUEÇA O MEU NOME

Eu tenho um inimigo secreto que me acompanha há muito tempo e que com certeza não vai me deixar em paz enquanto eu não tomar uma atitude em relação a ele.
Sou eu.
Muito prazer, Ana Carolina.
Sabotagens pessoais mil, reações exageradas, verborragia, passaria horas e horas dissertando sobre a má influência de mim para comigo.
Olha a nuvenzinha negra pairando sobre minha cabecinha...
Como sempre!
Para cada palavra mau dita, para cada interpretação exacerbada, para cada sentimento exposto, eu acabo fazendo com que o meu equilíbrio fique a meio fio, eu mando para o universo migalhas e recebo de volta migalhas também e o pior, reclamo sempre sobre como tudo pode ser tão injusto e tal e coisa e coisa e tal, mas se eu analisar com cuidado verei que preciso melhorar a plantação.
A vida nos coloca contra a parede e de repente nossas verdadeiras cores aparecem, o que é de bem, fica de bem, quem é de mau fica de mau, quem é de fogo, queima e quem é de ódio, ahhh, odeia!!!
Claro que acontecem vários testes de paciência e os coloquei em minha lista negra de pessoas a serem evitadas, pois acho que na vida de todos sempre tem aquelas pessoas que nos atrapalham e com o passar dos anos pensamos se deveríamos mesmo ter que ter passado por tanta coisa estranha e ter convivido com tanta gente esquisita, me lembrou agora Legião...kkkk.
Eu não lembro do nome de todos que me azucrinaram, por isso a lista a qual me referi acima na verdade não existe, existe um banco de memórias longo com faces meio apagadas de gente um pouco azedinha, mas esse arquivo mesmo sem tantos detalhes está cheio porque as coisas que me fizeram estão separadas como em um grande catálogo com datas...
Acho que sou mesquinha...
Guardar pequenas coisas, pequenas pessoas, me revoltar porque não fui tratada assim ou assado, mesquinha porque eu não consigo deixar as minhas pequenas coisas irem embora para eu poder receber as grandes coisas.
Quero me apresentar depois de me libertar de todas essas paradinhas e ao me apresentar direi que sou A Ana Carolina, aquela que foi tudo aquilo, mas que aprendeu a não migalhar e nem ser migalha, a que superou as nuvens negras esparsas com grande probabilidade de chuva de raios, chega do plantio de tempestades, hora nova de colher sorrisos largos e se não forem tão largos assim que sejam verdadeiros.
Eu tenho um amigo secreto, quando o conhecer, lhes apresento...

Nunca

Nunca quis.
Nunca.
E ao ouvir isso, ela viu todos os seus castelos desmoronarem, tudo o que ela acreditava estava errado, pois o nunca era muita coisa, nunca era muito longe.
Depois disso, todas as suas ideias começaram a lhe perturbar, como assim nunca? Ela estava além de cega e surda, analfabeta?
Por que não estava escrito em lugar nenhum que todas aquelas ideias estavam erradas, muito pelo contrário, ela mesma já havia ouvido que era uma pena que os caminhos não convergiam, que o destino a eles não foi simpático e agora a verdade, tão crua, parecia tão desnecessária, tão desmerecida, afinal, não tinha como ser verdade esse nunca, mas ele era sim, muito verdadeiro.
Era verdadeiro como o nunca vou te esquecer, era verdadeiro como nunca irei embora, era verdadeiro igual ao nunca te quis.
Nunca é tão sério...
Palavra dada, palavra cumprida, se é para viver com o nunca, com ele ela viveria, afinal era melhor saber da verdade sempre e se esse compromisso ela fez com ela mesma, com ele ela teria que conviver. 
Disposição para aceitar o que não se pode controlar e resignação para ser o nunca de alguém.
Que esse nunca realmente seja real, pois de realidade ela precisa em doses cavalares, aceitar e seguir, esquecer e renascer.





quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quebra quebra da República, aff

Vale a pena tomar um tiro no rosto por conta dessa política e desses políticos de merda?
Vale a pena perder a mão ao tentar atirar uma bomba caseira por conta dessa política e desses políticos de merda?
Colocar fogo em banheiros químicos? Gente, colocar fogo em cocô? Isso é inteligente?
Porque eu sei que valeu a pena algum tempo atrás perder amigos, dividir famílias só para ter uma curtida na sua opinião radical de esquerda ou de direita que você publicou na internet...
Quebrar os prédios públicos? Isso é inteligente? Sabia que para arrumar o que foi danificado, serão abertas licitações com empresas que ainda não estão sendo investigadas e arrumar essa bagunça vai custar muito dinheiro porque os políticos que estão lá e aprovarão estas licitações são os mesmos corruptos que estão sendo acusados e alguns já processados por corrupção ativa, inativa, corrupção por cima dos panos, na cueca, por baixo dos panos e até debaixo d'água...
O presidente solicitou a interferência das forças militares para controlar a situação em Brasília... 
Vale a pena o exército na rua? Lutando contra o próprio povo que eles treinam para defender?
Vale a pena tudo isso por eles? Por qualquer um deles?
O mais santinho roubou merenda, tirou comida da boca de criança que vai para a escola, continua valendo a pena amigo?
O mais santinho saiu da presidência e levou os presentes dados por outros chefes de Estado para a república, não para ele, vale a pena brigar por isso amiga?
O mais santinho, fica doente e vai para o Sírio Libanês e você não consegue nem entrar na fila do SUS? 
Você vai mascarado para as ruas, toma borrachada na cara, quase morre e ainda tem sua imagem associada aos black blocks for life e eles serão reeleitos nas próximas eleições pela população que não está envolvida nessa "guerra" de ideologias.
Você vai presa minha amiga, você é fichado meu amigo, eles têm IMUNIDADE querido, eles podem encher a cara, atropelar você e a sua namorada, arrancar as suas cabeças no impacto, ser indiciado e um ministro do supremo pedir vista do caso e sentar em cima do processo, você não tem isso amigo, se beber na Lei seca, perde o carro, a carta e ainda tem que fazer "reciclage". 
Reciclage sim, errado mesmo, errado como a nossa luta contra nós mesmos, dia a dia, lutamos contra todos os que não concordam conosco, queremos destruir, aniquilar os que divergem de nós, aniquilamos os nossos, como se fôssemos diferentes, mas a real companheiro é que as consequências dos atos acima são só tuas, nenhum amigo de direita e nem de esquerda vai te dar comida na boca porque você ficou com sequelas do tiro e nenhum político vai te pagar uma prótese para a mão perdida para o protesto, o que acontece agora amigo é que enquanto vocês acendem a fogueira das vaidades, eles se reclinam, confortavelmente em suas poltronas de couro branco ou preto Luis XXIII, caríssima, chiquérrima...
População não tem lado, somos uma coisa só, não existem leis que nos protejam deles e nem de nós mesmos, não existem esses advogados caríssimos a nossa disposição, não há chances na justiça comum, depois no supremo e até na ONU, nossos direitos são menores e menos importantes que os deles e era com isso que deveríamos nos preocupar, correr para onde? Nos defender como? 
O início seria manter a calma e não deixar que eles nos aprisionem pelos nossos excessos, o que eles querem é a nossa falta de racionalidade, eles querem o nosso lado animal, não deem isso a eles, sejamos povo, sejamos civis civilizados, vamos garantir a ordem antes que eles nos enfiem a ordem garganta abaixo.
Abaixo o radicalismo, abaixo a bandalheira, abaixo os lados, sejamos ideológicos inteligentes, fora o caos, por favor!


Cotidiano

Notícia da OMS (Organização Mundial da Saúde), o uso excessivo de celulares vai fazer todo mundo ficar corcunda!
Na verdade é uma praga minha mesmo porque a galera hoje em dia só consegue olhar para baixo e não no seu rosto, conversa agora só se for pelo whattsup, nesta plataforma sim é muito mais fácil de você ouvir e de ser ouvido, afff.
Mas assim, insisto que esse vício vai deformar o pescoço da geral e tenho o dito!
Como em uma conversa com um casal amigo meu, eu os esperava há algum tempo para que pudéssemos sair para ir a uma praia muito legal e simplesmente não conseguíamos sair de casa porque eles não conseguiam se desligar do celular e eu que perco um pouco do vício quando saio da cidade grande, fiquei esperando que eles dessem a mim a mesma atenção que eles estavam dando aos seus androids... Até parece né!
A interatividade foi:
Carol: Então vamos?
X: Vamos...
Carol: Você quer ir mesmo?
X: Onde?
Carol: Lá!
X: Vamos...
Daí, o silêncio total, a conversa meio que acaba.
Parece que existe um botão que é desligado e automaticamente as pessoas dedicam todos os seus sentidos ao brinquedinho, é de repente, vem um bum e o modo off acontece e toda a atenção agora é só para o celular...
Deve ser o bug humano, ou damos atenção a uma coisa interessante ou a outra, não a duas coisas boas, será que é isso?
Depois de cinco minutos de espera, do nada, de repente mesmo, parece que o botão se liga e a conversa trivial recomeça...
X: É longe?
Carol: Uma hora, vamos?
X: Ai, não sei..., no que um abandona o celular e vai ver o celular do outro...
Ahhhhhh a paciência que eu nunca tive, ela fez falta aquele dia, porque eu catar esses celulares e "acidentalmente" deixá-los cair da sacada...
Aí a cada parada na conversa eu me perguntava, vamos ou não vamos?
Jesus, é praia, não havia dúvidas sobre o quão legal seria o passeio, mas mesmo assim, estava todo mundo em modo off e qualquer coisa que estava acontecendo na internet para eles parecia muito melhor e mais interessante do que sair para ver o sol e respirar ar fresco...
Até que finalmente um levantou...
Ufa, pensei!
Mas não era para sair e sim para tomar um café, no que o outro saiu da sala e foi para o banheiro...
Modo on, mas pausado...
Tempos modernos, pouco contato, muita informação e pouca vivência, creio que pagaremos o preço disso algum dia, mas a praga do pescoço é séria, quem não dá atenção aos amigos por causa de celular, corre o sério risco de desenvolver esse problema.
Tenho o dito!
OBS.: Para quem quer saber, no final saímos, sem que antes houvesse mais umas três perguntas sobre onde íamos, se era longe e assim por diante...
O que não fazemos por uma praia não é mesmo, kkkkkkkkkkkkkkk

domingo, 7 de maio de 2017

O mundo das pessoas simples

Fiz a lista de coisas que comprei para a minha casa e nela tem:

  • Duas formas de gelo;
  • Copos americanos;
  • Uma almofada;
  • Um açucareiro: O famoso, eternizado por este blog;
  • Oito pratos: Sim, oito porque eu esqueci que já tinha comprado quatro e comprei mais quatro, vai saber;
  • Uma frigideira;
  • 25.000 canecas, porque caneca nunca é demais...
E a lista continua, entre porta copos e mantinhas para sofá e agora me vejo planejando só a compra do básico como o armário para esses copos e mais o sofá para acomodar essas mantas, fora a geladeira, o fogão, o piso, a cama, o chuveiro e outras coisinhas simples como a máquina de lavar roupas e a televisão.
Depois que eu terminei a lista me peguei pensando em alternativas para a acomodação de tudo, uma vez que em um apartamento de 30 m2 não vai dar para espalhar os tantos enfeites de mesa que eu tenho, uma vez que acho que nem uma mesa caberá na sala, só um hack grudadinho na parede, que detalhe, ainda não tenho também.
Mas olha a evolução de uma pessoa com um quarto sempre dividido, um beliche e uma vontade enorme de ser independente... 
É coisa grande né? 
Sair de 5 m2 para 30 m2 e ainda por cima, todinho meu, vou poder pintar uma parede com a cor beterraba e achar o máximo ou colocar uma cortina feia de canudos coloridos que ninguém vai mandar eu arrancar essa bagaça feia e jogar fora, porque é minha, somente minha a vontade de inventar e escolher como vou me sentir com o fato de usar ou não tapetinhos horrorosos no banheiro.
Claro que terei fechaduras nas três portas de casa, porque uma coisa que não tem na casa que moro é fechadura e que situação você tomando banho e alguém entra e começa a fazer xixi com você se depilando, já passaram por isso? 
Então, em minha casa você não vai entrar no meu banheiro se eu estiver nele, vitória para a minha privacidade!!!!
E quando eu estiver dormindo ninguém vai entrar, ligar a luz e começar a procurar por algo que só pode ser encontrado no quarto, danou-se, eu dormirei com a porta trancada, mesmo sozinha, mesmo que eu tivesse uma Carol do mundo paralelo instalada em casa, ela não poderia entrar para pegar nada lá dentro...
Ahhhh e o sossego de acordar com o seu ronco somente, manja, quando você ronca tanto que acorda com o seu próprio barulho? 
Agora a parada ruim vai ser assim, com quem eu vou brigar se eu esquecer a toalha molhada em cima da cama?
Com quem eu vou estressar quando a pia estiver entulhada de louças sujas? 
Quem vai ser o responsável pela morte das plantinhas que ficaram tipo, um mês sem água?
Com quem eu vou brigar quando as roupas ficarem manchadas ou quando forem passadas e acidentalmente acontecer um queimadinho?
Euzinha...
Mas se bater a bad da solidão eu levo o Tonico pra dizer que tá tudo errado ou a Shirley pra dizer que poderia estar tudo melhor, meia hora de criticas e a bad passa correndo, kkkkkkkkk
Mas brincadeiras de menina mau educada a parte, será bem difícil não dividir mais da companhia diária, pois mesmo com as grandes diferenças, eles suportaram mais do que ninguém toda a carga que eu carrego e me ajudaram a chegar até aqui, mesmo que da maneira deles e é essa a lição, não posso mais dar a desculpa para mim mesma que a minha felicidade está condicionada à forma como fui criada, ela é algo que esta lá ou não e eu escolho que esteja. 
Meus pais são a força motriz da minha pessoa, eles me fizeram a mulher que hoje me tornei e com todos os erros e com todos os acertos, devo a eles pelo menos uma coisa, a minha essência.
Hoje eu trilho esse sonho de independência, com excesso de pratos e falta de talheres, mas com a certeza de que recebi dos meus pais, pessoas simples, mas pessoas com muitos sonhos e que fizeram deles realidade com a grandeza de um rei e de uma rainha e criaram uma pessoa que se prepara para ir em frente e ser uma realizadora de sonhos também.
Obrigada pela ajuda, sempre! 
Eu os levo comigo nos cantinhos da minha nova vida e os celebro em cada enfeite feio que minha mãe comprava, ou em cada prêmio que meu pai colocava em cima do piano, ou nos vasos estranhos de Embu das Artes, assim como o luxo de um relógio japonês ou em um quadro de uma foto nossa tirada na Sears, levo eles nas pequenas coisas e essas coisas simples de gente simples, me ajudarão a formar o meu novo lar. 
Um novo lar simples, de uma pessoa simples!