quinta-feira, 25 de maio de 2017

NÃO ESQUEÇA O MEU NOME

Eu tenho um inimigo secreto que me acompanha há muito tempo e que com certeza não vai me deixar em paz enquanto eu não tomar uma atitude em relação a ele.
Sou eu.
Muito prazer, Ana Carolina.
Sabotagens pessoais mil, reações exageradas, verborragia, passaria horas e horas dissertando sobre a má influência de mim para comigo.
Olha a nuvenzinha negra pairando sobre minha cabecinha...
Como sempre!
Para cada palavra mau dita, para cada interpretação exacerbada, para cada sentimento exposto, eu acabo fazendo com que o meu equilíbrio fique a meio fio, eu mando para o universo migalhas e recebo de volta migalhas também e o pior, reclamo sempre sobre como tudo pode ser tão injusto e tal e coisa e coisa e tal, mas se eu analisar com cuidado verei que preciso melhorar a plantação.
A vida nos coloca contra a parede e de repente nossas verdadeiras cores aparecem, o que é de bem, fica de bem, quem é de mau fica de mau, quem é de fogo, queima e quem é de ódio, ahhh, odeia!!!
Claro que acontecem vários testes de paciência e os coloquei em minha lista negra de pessoas a serem evitadas, pois acho que na vida de todos sempre tem aquelas pessoas que nos atrapalham e com o passar dos anos pensamos se deveríamos mesmo ter que ter passado por tanta coisa estranha e ter convivido com tanta gente esquisita, me lembrou agora Legião...kkkk.
Eu não lembro do nome de todos que me azucrinaram, por isso a lista a qual me referi acima na verdade não existe, existe um banco de memórias longo com faces meio apagadas de gente um pouco azedinha, mas esse arquivo mesmo sem tantos detalhes está cheio porque as coisas que me fizeram estão separadas como em um grande catálogo com datas...
Acho que sou mesquinha...
Guardar pequenas coisas, pequenas pessoas, me revoltar porque não fui tratada assim ou assado, mesquinha porque eu não consigo deixar as minhas pequenas coisas irem embora para eu poder receber as grandes coisas.
Quero me apresentar depois de me libertar de todas essas paradinhas e ao me apresentar direi que sou A Ana Carolina, aquela que foi tudo aquilo, mas que aprendeu a não migalhar e nem ser migalha, a que superou as nuvens negras esparsas com grande probabilidade de chuva de raios, chega do plantio de tempestades, hora nova de colher sorrisos largos e se não forem tão largos assim que sejam verdadeiros.
Eu tenho um amigo secreto, quando o conhecer, lhes apresento...

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