segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

TONIQUINHO SEM JAZZ SINFÔNICA NÃO ORNA...

Não estou confortável com essa notícia ainda...
Sair da Jazz Sinfônica era uma coisa que ninguém esperava e acredito que para você escutar que não fazia mais parte da orquestra deve ter sido como estar assistindo ao vivo a uma competição de ginástica e a Daiane dos Santos errasse o duplo twist carpado, saísse voando pelos ares e te acertasse com a perna na boca do estômago, no melhor estilo Chun-Li, manja?
Está todo mundo chateado, dói muito em todos, porque eu acho que essa noticinha foi muito cocô...
Gente, não leiam o blog achando que haverá maturidade e palavras sábias, porque eu estou muito triste com tudo isso e falarei como filha fã que acompanha a rotina do Toniquinho desde sempre ...
Como é difícil te ver em silêncio, de cabeça baixa, chego a crer que está rolando até uma depressão de leve, mas sabemos que isso vai passar, uma hora dessas, vai passar.
Não sei se a sua dispensa foi uma das atitudes mais inteligentes já tomadas na atual gestão da orquestra...
Nessa hora leva-se em consideração o que?
Será que é a idade?
Será que é a chatice?
Será que não havia mais como contribuir musicalmente em nada lá?
Mas sem entrar no mérito da decisão, que arrisco dizer ter sido MUITO equivocada, você foi uma figura importante para o conjunto e como o blog é meu não interessa se estou certa ou não, interessa o que eu acho e na minha opinião a sua figura estava fundida a da orquestra e isso pai, ninguém vai tirar de você.
Não consigo resumir 27 anos não e mesmo que eu conseguisse sintetizar toda a experiência ia ficar um monte de coisas de fora, então melhor não, deixa na memória todas as coisas boas que você teve o prazer de fazer, todas as pessoas sensacionais que você teve o prazer de conhecer e se relacionar nesse montão de tempo e tomara que por outro lado, você tenha deixado a sua marca se não em todos, pelo menos nos que enxergaram a sua dedicação e a sua vontade de fazer as coisas da melhor maneira possível.
Nada é eterno não é isso que falam?
Eu não concordo totalmente com isso, o que fazemos com amor e por amor são eternas sim e nós que te acompanhamos todo esse tempo sabemos que foi uma entrega de amor absoluta, só que creio que deva ter chegado o momento onde as suas necessidades não casavam mais com as necessidades do todo e a mudança aconteceu.
Agora quanta coisa boa né, quantos mestres, quantas histórias, quantos pupilos, quantas viagens, guarda isso em teu coração, esquece as dores e os mau entendidos, hoje ainda está tudo meio cinza, meio enrolado, mais somos ritmo, balanço, somos o grave e o agudo da parada toda, somos a música e hoje tocamos como as mais tristes das canções, mais abriremos caminho para que a vida se encarregue de nos ajudar a montar, mais uma vez uma partitura com claves de Sol, dós, rés, bemóis, semitons, que se unam para trazer para as nossas vidas o mais lindo concerto...
Você é batida, você é tambor, você é bateria, esse é o seu dom, a sua sina e não acaba aqui o seu caminho no mundo musical, ele somente se transformará em uma outra maneira de expressar esse dom, por isso abrace até essa situação que nos parece tão ruim, tendo fé em seu talento e no poder de transformação que todos nós temos e daqui a pouco, quem sabe a vida não te prega uma peça maravilhosa e de repente tudo volta aos seus eixos?