quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Previously on falácias...

Quando eu sento de frente para o mar, sempre peço para que eu consiga melhorar e melhorar o mundo ao meu redor e não é só porque eu sou filha de Iemanjá que eu acho que esse canal de comunicação seria o mais rápido, é porque eu piamente acredito nas forças da natureza e no poder de mutação das mesmas, vide nossa própria evolução que foi uma concessão que recebemos, então eu paro onde me sinto bem e lá eu canalizo todas as minhas energias positivando o presente e tentando esquecer o passado.
Viajei mais do que imaginei, comprei mais livros do que li, mais sapatos do que precisava e agora olhando minhas estantes físicas e as da memória, sinto como que se só as coisas que comprei ou que dei ou as que dividi tenham sido caracterizadas como quem eu sou, a minha pessoa nunca foi consumida em sua essência, pode ser porque nunca deixei ninguém chegar perto o bastante para que eu pudesse me despir dessas coisas e pudesse ser só essência e chego até a crer que não considere a minha essência assim tão real afinal de contas...
Acho que não devo ter muito para dar além de minhas futilidades consumistas e de ideias firmes sobre assuntos que todo mundo faz de questão de nunca falar.
Levanto minha voz ao falar e isso não é raiva, é o meu jeito, curvo minhas têmporas e pareço nervosa ao defender uma questão e isso não é nervosismo é vício de comunicação, falo com as mãos, me mexo inapropriadamente e falo coisas inapropriadas muitas vezes, quebro os protocolos, aponto os erros e engulo seco quando os meus são apontados... 
Sou antipática, intrometida, anti social, mas na eminência de qualquer sentimento amoroso, amo tanto que não cabe no meu peito, aí eu nunca esqueço os toques, as palavras bem ditas, as confidências, as mentiras, as decepções, mas nunca vou te mal dizer, posso até querer, mais nunca vou usar contra você os seus segredos, eles morrem comigo pois sou leal aos meus amores, não aos meus amados e que fique claro que isso significa que sou leal a mim e ao que eu escolho sentir em meu coração, não me vendo para plateias e nem para palmas, não sou artista de ilusões baratas e sorrisos falsos, uso tudo até secar, dispo a minha alma com a vontade dos adolescente que insiste em não me deixar nunca.
De vez em quando, para retificar os erros cometidos tento abrir os livros que nunca li e mais uma vez não os leio e novamente, compro sapatos que talvez eu nunca use, mas isso pode ser também um pouco de medo de descobrir mais nos mundos literários que não ouso navegar ou de andar mais pelo mundo real que eu não gosto de fazer parte.
Passaram todos à minha frente e eu estou aqui, um caco, mas não me diminuiu nunca a estima por ninguém que conseguiu tudo o que não tive, somente sigo crendo que minha hora de ser feliz possivelmente seja agora abrindo o meu coração e respirando em cima da corda bamba, não sei.
Eu poderia ter sido mãe, esposa, amante, vizinha, gerente, quem sabe até presidente, mas fiquei aonde as minhas limitações me colocaram e não adianta mais eu ficar tentando alcançar sonhos que nem sei se eram meus...
Os meus frutos podem ser os textos, meus amores os comentários de satisfação que recebo de quem os lê e a presidência seja a minha vida sendo guiada por mim, sem ter que pedir desculpas pelo meu jeito e nem tendo que pisar em ovos ou cambaleando para ser aceita.
Se eu não aprendi a lidar com as pessoas e se isso te atinge, minhas sinceras desculpas, nunca foi intencional o confronto, mas não me calo para te agradar, me calo para me livrar de mais e mais confusões que as minhas falácias insiste em me colocar.
Hoje eu queria estar em frente ao mar e pedir a ele por quem eu ofendi, por quem eu não compreendi ou por quem eu magoei e creio que se viesse uma resposta de minha mãe com certeza seria que eu preciso parar de pedir para controlar o que não tem como ser controlado, ela provavelmente me pediria para me acalmar e seguir em frente, pois então, em frente eu vou, construí um tipo de vida meu e muitas opiniões que as pessoas não entendem e muitas vezes nem concordam, mas é tudo meu, não me desculpo por isso, peço somente que um dia você entenda que ser eu não é tão ruim assim...

Lei salva ladrão

Não sou conhecedora de política, sou platéia e como platéia eu aplaudo ou vaio.
Como que as propostas de leis anti corrupção foram adulteradas de forma tão vergonhosa?
Cara de pau é pouco, a nação quebrada pela tragedia e os políticos brasileiros tentando ganhar na marra o direito de continuarem a passar a mão em nossos bolsos, em nossas bundas, estou chocada com o que está acontecendo...
Luto nacional, as pessoas distraídas e em choque com o acidente que vitimou a equipe do Chapecoense...
Sem dúvida, tem que botar fogo nessa droga toda...
Enriquecimento ilícito de funcionário público não pode ser punido, se você enriquecer com dólar transportado na cueca, ok, sem problemas, Lava Jato que se dane! Pode comprar joia sem nota, obra de arte e os caralho a quatro...
Derrubam a Dilma e o povo acha que foi responsável por isso, mas o esquema de corrupção foi passado de um partido para outro, varrendo para baixo do tapete as falcatruas e nos enfiando garganta abaixo medidas que os exonera de culpa enquanto choramos em luto pela desgraça, uma piada  pior que a do tomate que foi atravessar a rua e morreu atropelado, manja? 
Deveriam renunciar coletivamente, mas isso nunca acontecerá, olha gente, desistamos de arrumar, vamos viver na miséria e na ignorância, porque de qualquer maneira votaremos neles nas próximas eleições, somos coautores desses crimes, testemunhas dessa falta de moralidade...
Tá acabando 2016, vai embora logo! Eita ano tempestuoso...

















sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vi e vivi.. Vitória...

Último dia é foda né, abraços, beijos, algumas pessoas mais emocionadas, outras mais secas, mais todos com aquele gostinho ruim de perder o convívio diário, de falar besteiras, de rir, de apoiarmos um ao outro, de estar presente na vida uma da outra, mas dizem que a distância não é impeditivo nenhum quando se gosta de alguém de verdade, então é isso, guardada em meu coração você já está, por isso agora fico daqui torcendo para que a sua jornada seja iluminada, que a Medicina aconteça sim e que seus sonhos se realizem dentro do seu merecimento.
Eu tenho fé que você será abençoada com coisas muito boas, mas seja essa luz sempre, aprenda tudo o que puder pois conhecimento é poder e transmita esses seus conhecimentos a todos ao seu lado, multiplique a bondade e acredite sempre em você mesma.
Observar de longe é uma coisa, agora ver de perto a sua transformação foi uma experiência única para mim, você deixa em nós o gostinho bom de missão cumprida e é claro que eu falando assim pode parecer que o mérito de qualquer coisa foi nosso, mas não foi, você cresceu diante de nossos olhos de uma maneira tão majestosa, mantendo a serenidade e os bons modos que vem de sua criação maravilhosa e creio que em qualquer lugar que você pousar, você terá êxitos.
Claro que fácil, fácil não vai ser, haverá pessoas em diferentes sintonias da sua, algumas não te entenderão, outras te julgarão e algumas tentarão até te prejudicar, mas se você mantiver o seu coração puro e a cabeça boa (o que fácil, fácil não é também), nada vai te tirar do seu caminho.
Eu te agradeço pela simpatia, pela calma, vou sempre lembrar de você com muito carinho e espero que você faça o mesmo, vamos emanar energia positiva uma para a outra aonde estivermos.
Muito obrigada por tudo, seja feliz e nos encontramos por aí, por que afinal de contas, o mundo não é tão grande como parece...
Boa sorte!
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Somos o que podemos ser...

Na minha época era assim:
Por que você não quer ir para a escola?
Porque o colega não me deixa em paz, me xinga, me bate, puxa meu sutiã invisível, pois somente para haver um oversharing, eu não usava sutiã porque não havia o que colocar dentro das taças, zero gordura, vulgo esquelética e esse era só um dos motivos pelos quais os meninos e meninas me azucrinavam, se fosse hoje eu estaria totalmente na moda...
Como as coisas mudam, incrível que até o bullying muda.
Uma  dúvida, como se escreve bullying em português?
Bulinar? kkkkk, não sei então fica bullying mesmo, ok!
Eu usarei o meu exemplo de vida, fui vítima de bullying minha infância inteira e quase metade da minha adolescência, primeiro porque eu era muito pequena, depois porque minha testa era muito grande, depois porque eu não falava, depois porque eu existia e assim por diante, sempre havia um motivo para implicarem comigo e eu só posso dizer que era só porque eu estava lá e era fraca, quietinha, não respondia, não reagia então era alvo fácil.
Eu ia mal nos estudos, não conseguia me focar pois essa cadeia de ódio me tirava a concentração e isso afetava toda a minha dinâmica em sala de aula, não conseguia me expressar, nunca levantava a mão quando sabia uma resposta por medo da reação dos valentões e valentonas de minha sala e os colegas que conviviam comigo eram maltratados como eu e por isso, vivíamos todos na reclusão, no ostracismo.
Os professores não entendiam, os pais não entendiam, eu não entendia nada, eu não sabia o porque eu tinha que passar por aquela provação, quanto mais quieta eu ficava pior era.
Voltando para os dias atuais eu li que um menino morreu semana passada, porque ele estava amarrado, caiu e bateu a traqueia na quina de uma mesa, agora vocês me perguntam porque ele estava amarrado?
Por que ele estava sendo abusado pelos coleguinhas, oras.
Eu só posso pensar que crianças que tem esse nível de ódio dentro de si, devem ter problemas muito grandes para cuidar né?
Crianças podem ser maldosas?
Pela minha experiência de vida, digo que sim.
Pode ser problema de criação? Pais abusivos, negligentes criam pessoas abusivas e negligentes?
Pela minha experiência de vida, sim.
Então isso significa que um conjunto de coisas pode ser o gatilho? Sim, eu acho.
Mas o que eu gostaria é que as pessoas não fossem condescendentes com maltrato, se você presenciar algo, fale algo, não podemos deixar as crianças passarem sempre pelo mesmo rito de passagem imbecil de humilhações, isso não tem que fazer parte da vida de ninguém.
Engraçado que nas redes sociais o que mais se vê é gente dizendo que essa geração mi mi mi não conseguiria viver em nossa época, eu concordo, nem eu consegui viver em minha época, eu não conseguia respirar, não consegui ser, eu simplesmente estava aqui, em constante sofrimento.
Para quem não sabe o que é ser perseguida em sua escola, imagina ir todos os dias para o mesmo lugar, com as mesmas pessoas que pegam os seus piores defeitos e os dividem com todos, imagina ser motivo de risada diário e sentir que você deve estar fazendo algo de errado para que todos te maltratem tanto, aí um dia você muda e fala um bom dia com um sorriso, te mandam parar de sorrir, aí você tenta um bom dia sem sorriso e te mandam sorrir e quando você escolhe não falar mais nada, a pessoas te comandam a voltar a ser mais simpática...
Quando isso passou?
Não passou, eles continuaram até o último dia, mais depois de muito tempo me cobrando pelas falhas que eu achava que cometia, entendi que o problema era daqueles mau educados, mau amados e mau intencionados e que eu era só uma válvula de escape para as dores que eles sentiam, quando eu fiz as pazes comigo, nem lembrava mais que eles estavam lá...
Bom, para mim já passou, hoje eu sou uma metralhadora verbal e me defendo sem medo, mas para quem ainda está nessa fase, lembrem-se, todos crescemos, amadurecemos e entendemos que tudo passa...

Eu achei o vídeo abaixo, super bonitinho sobre flores, parques e opressão e deixo o link abaixo para vocês verem o approach que outros países dão a esta praga que é a
http://www.contioutra.com/o-video-anti-bullying-infantil-que-esta-conquistando-o-mundo/

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dia do músico...

Sabe o que é crescer em um lar musical?
É da hora!!!
Sempre teve de tudo, Ella Fitzgerald, Fafá de Belém, The Police, Burt Bacharach, Fagner, Michael Jackson, Fleetwood Mac, Elis Regina, Toniquinho, Ari, Hamilton, Dito Grosso...
Toda hora que alguém chegava em casa, meu pai colocava as suas fitas VHS com os shows que ele fazia, ou então os discos que ele já havia gravado, coisas novas, lançamentos da gravadora onde ele trabalhou, ele aproveitava e contava as histórias sobre os artistas, sobre as gravações, as viagens, as melodias e toda a casa transpirava musica.
Ter avô, tios e o pai no mundo da música ajudou a refinar meus gostos musicais e me mostrou uma das primeiras formas de me expressar nesse mundão e como eu era uma menininha tímida e não conseguia  encontrar a minha voz onde eu estava inserida, eu usava e abusava desse meio de comunicação indireto, cantarolando com o coração as músicas que eu achava que eram feitas para as minhas dores, as minhas alegrias, as minhas vontades.
Lembro que quando o meu pai me deu de presente meu primeiro microfone eu comecei a cantar e a falar com todos através dele, eu dormia com ele ao meu lado e acordava cedinho para poder ficar o maior tempo que eu pudesse cantando.
E quando eu ganhei meu primeiro walkman junto com uma fita cassete com uma compilação de músicas que eu amava, detalhe todas em inglês e eu não entendia nada, mas que me tocavam o coração de uma maneira tão foda que eu chorava ao escutar os acordes de piano no início de The best that you can do, trilha do filme Arthur o Milionário Irresistível e sem nunca ter assistido ao filme, eu chorava pensando que se a música era tão bonita, só podia falar de amor.
Virei cantora de jingles aos seis anos pois, naquela  época, estava em falta no mercado uma criança com voz de taquara rachada...
Fui inserida nesse mundo onde fiquei até a hora que a voz de taquara já não era mais um business.
E de um sonho da minha mãe e de uma certa inclinação minha a ser uma artista também, fui aprender piano, tarefa que se provou impossível para mim, afinal não tinha a postura, nem o virtuosismo e muito menos o ouvido para tal tarefa.
Desisti e o piano ficou encalhado aqui em casa e ele era meio que uma frustração geral de todos que olhavam para mim, um dos frutos de um dos melhores bateristas do país, mais que não tinha um dom natural para ser aflorado.
Pode ser que aquele não era o meu instrumento e que a minha maneira de encantar o mundo seja eu ficando quietinha e deixando quem realmente tem talento brilhar..
E como brilharam hein...
Bem, alguns brilham até hoje, outros partiram, mais tem uma nova safra na família porque não é só porque eu não fui ganhadora no sorteio dos genes que os meus parentes não tiveram essa sorte!
Tem o Celso, tem a Patrícia Lúcia e assim a música não nos larga, não nos deixa, somos parte de uma família abençoada pelo ritmo, pela harmonia, então deixem vir as baterias, os saxofones, as vozes, amamos demais tudo isso e nos sentimos orgulhosos de nossa pontinha nessa história.
Dia do músico, aquele que toca no coração de quem sente através de seus sons, daqueles que respiram com suas notas, dia também daquele que me criou e que me trouxe até aqui, despertando em mim, dos grandes amores que eu já senti na minha vida, o amor a ele e o amor a todas as melodias desse mundo.
Parabéns a todos vocês!

Básico e sem conteúdo nenhum!

Já fiz um blog sobre o que as pessoas pensam sobre o que eu posto no Facebook, mais especificamente sobre as impressões às minhas fotos e o nome deste blog é REALIDADE FACEBOOK, mas ele já ficou ultrapassado e agora eu achei mais do que apropriado falar sobre os ensinamentos que esta rede social tão querida nos proporciona, então começo com os ensinamentos da vida moderna que não quero aprender de maneira nenhuma, mas se vocês quiserem aprimorar seus conhecimentos em cultura inútil, vamos lá:
São eles:

Grelhar melancia:

  • Pegue a melancia;
  • Pegue uma faca (não se mate por enquanto);
  • Corte a melancia em triângulos (sei lá como);
  • Coloque-a na grelha (a melancia não a faca);
  • Depois de grelhada a consuma.
Só isso.

Preenchimento de sobrancelhas com gosma melequenta:
  • Vá até a loja de produtos de beleza e peça por gosma melequenta;
  • Desista da compra porque ninguém merece;
  • Se você não desistiu da compra então, pegue o pote, abra e aplique a gosma melequenta com cuidado para não passar das linhas naturais dos seus pelos;
  • Tire a gosma;
  • Pronto, agora você tem duas taturanas na cara.
Eu não consigo nem comentar, mas tenho certeza que fica uma bosta.

Fazer bolo usando dois ingredientes:
  • Pegue a sua preguiça;
  • Coloque-a no bolso;
  • Vai comer um bolo de gente na confeitaria.
Que catso de bolo seria a mistura de ovo com chocolate? Flã não é bolo...

Reaproveitamento de garrafa pet:
  • Pegue a garrafa pet;
  • Pegue um estilete;
  • Corte a garrafa pet;
  • Pegue o pedaço que você acidentalmente cortou do seu dedo e corra para o hospital;
  • Use a garrafa para aparar os pingos de sangue.
Desafio da garrafa de água:

  • Pegue uma garrafa de água pela metade;
  • Jogue-a para cima;
  • Faça um pacto com o demônio;
  • Ela cai em pé;
  • Desafio cumprido.
Primeiro, garrafa pet não é gato e por isso não tem que cair em pé, tem que cair e se espatifar no chão, depois disso você tem que correr atrás do rodo e xingar todo mundo no caminho, esse é o processo, sem mais;

Como transformar um pallet de madeira em uma linda floreira:

  • Coloque uma música bem tranquila;
  • Pegue um pallet de madeira;
  • Abra uma cerveja;
  • Tire todas as tiras horizontais com a ajuda de um martelo;
  • Comece a dançar;
  • Abra outra cerveja;
  • Bata com o martelo no dedo;
  • Xingue a mãe do pallet;
  • Desista da ideia;
  • Abra outra cerveja e vai cuidar do dedo dodói.

Desafio do copo:
  • Pegue três copos de plástico;
  • Cresça;
  • Vá trabalhar.

Essa é um pouco antiga, mais consistia em ficar cantarolando, batendo o copo na mão e na pia, batendo palmas e sei lá mais o que, na verdade amiguinhos, copo serve para beber água, suco, cerveja e qualquer outro líquido, desafio mesmo seria fazer todos esses movimentos com um copo de vidro, saindo da brincadeira sem lacerações graves.
Ahhh Face queridão da tia, só me enche de alegria com tanta coisa que eu não vou fazer, como os tutoriais de unhas decoradas, ou os tutoriais de como transformar o seu pano de chão em uma bela blusinha tomara que caia ou em uma mini saia overrated...
Boa distração nas redes sociais, me desculpem mais os deixo aqui para ir assistir a uma aula de como usar massa folhada para decorar de quatro maneiras diferentes as tortinhas de morango nossas de cada dia, afinal de contas eu sou dessas. #youarewelcome




sábado, 19 de novembro de 2016

See someting, say someting...

E quando você acha que nada mais pode te surpreender, acontece um terremoto e duas ondas gigantes no Oceano Índico invadem alguns países e matando milhares de pessoas e você pensa, nossa quanta desgraça, mas não havia nada a ser feito, a natureza tem o seu curso e temos que estar preparados para enfrentar a sua força de vez em quando.
Isso provavelmente deve ser um evento isolado.
Aí chove demais no Rio de Janeiro e acontece o maior desastre natural de nossa história, com vários deslizamentos, inundações, cidades inteiras arrasadas pela força da água e a única coisa que podemos fazer é chorar pelos que se foram e torcer para que chova menos no próximo ano, afinal são coisas que acontecem como consequência das convergências das massas de ar, El Ninõ, La Ninã, todas essas coisas incontroláveis, por isso devemos nos conformar...
Só tem um probleminha, a natureza dá sinais de seus movimentos e os captamos pela tecnologia que temos hoje em dia então, em pelo menos um desses incidentes que relatei, o número de vítimas poderia ter sido menor se a informação tivesse chegado para estas pessoas com antecedência.
Por exemplo, no caso do tsunami, os tremores foram no centro da Terra e mesmo tendo acontecido no meio do oceano os sismologistas sabiam que pela magnitude do mesmo as chances de ondas gigantes se formarem eram enormes, mas ninguém nas cidades afetadas foi avisado com antecedência e em nenhuma praia havia sirenes de aproximação de tsunami, o pior é que aquela área é um local de tremores submarinos constantes que deveria ter todo um sistema de proteção, mas não tinha...
Mas hoje em dia a coisa está diferente, sistemas de aviso foram instalados, os centros de controle de terremotos atualizados e pelo menos, se a terra resolve dar uma sacudida, as pessoas terão a chance de se abrigar, ou de correr ou de esperar pelo pior, mas tudo dentro de suas escolhas.
Agora aquiiiiiiiii, as coisas são bem diferentes...
Comecei a escrever este texto por conta da situação de São Paulo e de meu bairro especificamente que todo ano tem uma tragédia, claro que dada as devidas proporções em relação a tragédia asiática descrita acima, ou seja pelas árvores que caem ou pelos alagamentos e aí não é que o Rio de Janeiro toma as manchetes de novo com os mesmos problemas de alguns anos atrás e o pior, como sempre, pessoas morreram e diga-se de passagem, não por conta da inadequação do Estado em corrigir as falhas que eles podem controlar, mas sim, porque choveu muito...
Se há como prever a quantidade de chuva que cairá em um local específico e se essa informação for passada corretamente ao governo, por que não são tomadas atitudes antecipadas para evitar que pelo menos, vidas não sejam perdidas?
Para quem é novo, a lembrança que devem ter é de somente o Morro do Bumba e a favela que lá se encontrava toda destruída, mas se vocês tiverem um pouquinho mais de experiência na vida, assim como eu, devem se recordar que essas tragédias no Rio aconteciam todo o verão e eram amplamente veiculadas, por isso há um histórico e ninguém faz nada a respeito.
E eu, analisando a situação como um todo, tento entender, por que para os governantes é mais fácil deixar as coisas como estão do que tomar ações e resolver este problema, desalojando pessoas que moram em situação de risco, reforçando a limpeza das áreas e decretando áreas de perigo onde quer que o solo esteja comprometido, para que analisamos tanto e não colocamos em prática quase nada?
Aí vocês me dirão que não podemos desalojar, que a conscientização custa caro, que o Estado não tem dinheiro para construir moradias para realocação, mas para mim é pura preguiça.
Preguiça de mudar o status quo, preguiça de auxiliar a população, preguiça de disseminar ideias, é mais ou menos assim, preciso que esse povo saia daí, vamos deixar então, a natureza seguir seu curso e trabalhar em nosso favor, o morro desaba, a chuva arrasta tudo pela frente aí o Luciano Huck vai lá, dá moradia para duas ou três famílias e o povo esquece, assunto resolvido.
A coisa é tão circense que se você procurar os programas deste apresentador, em 2011 ele presenteou uma moradora que teve o seu cachorrinho arrastado pela correnteza com um adivinhem... Um cachorrinho...
Na verdade ele não precisava ter dado nada, ele não tem essa obrigação moral e cívica de realocá-la e tentar fazer a vida dessa pessoa voltar ao mínimo de normalidade, essa função é do governo e quando o governo falha, abre-se a brecha para que todo o tipo de assistencialismo seja perpetuado, inclusive o midiático, onde choramos litros e litros diante da televisão que nos faz o favor de reprisar um milhão de vezes a cena do cachorrinho sendo carregado pelo mar de água e lama que invadiu a casa que eles moravam.
E gente, precisamos nos lembrar de que quando eu falo em tragédia é tragédia mesmo, é terra em cima de árvore, que fica em cima de carro, que fica em cima de casa, que fica em cima das pessoas, mais de 300 pessoas desaparecerem e mais de 35.000 pessoas ficaram desalojadas.
Caminhamos a passos largos para a nossa extinção e creio que daqui a mais ou menos cinco milhões de anos, os marcianos encontrarão estes corpos enterrados e os usarão para tentar entender como eram os "habitantes antigos", como eles se alimentavam, como viveram e como morreram...
Serão os "HOMENATUAISPITECUS" e se esses marcianos forem evoluídos como civilização, entenderão que a Terra nos castigou porque fizemos questão de não respeitá-la e que fomos engolidos pela nossa inabilidade em sermos civilizados e vivermos em sociedade, farão cálculos e não entenderão o porque daquelas pessoas estarem alojadas em áreas tão perigosas e concluirão que formos extintos porque éramos inábeis em processar as leis básicas da física, seremos lembrados na história pela morte e não pela vida de merda que somos obrigados a levar por conta da má administração pública.
Espero que chova menos e que essa mensagem seja interceptada por alguma nave espacial, não quero entrar para os autos marcianos como parte disso, quero me eximir de culpa e provar que pelo menos alguns de nós não contribuíram para essa extinção circense.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A sua opinião sobre mim... é sua

Quando aquela mulher pegou o papel e começou a escrever vários nomes com um lápis preto eu senti que ali eu ganharia a oportunidade da minha vida, afinal eu estava precisando me abrir, entender o que estava acontecendo, mas não foi bem isso.
Na verdade eu recebi um papel (que guardo até hoje) com vários nomes do que hoje sei serem de Florais de Bach.
Eu fique perplexa com aquilo, um era para me acalmar, outro para me reestruturar e eu não entendi bulhufas, estava em um processo de negação que ainda duraria anos para eu pensar em tratar, porque na real, eu não sabia que eu tinha um problema, eu achava que a minha tristeza, a minha eloquência, os meus medos, a minha soberba, o meu drama, tudo isso era por que minha mãe e meu pai são assim e eu, como fruto do meu ambiente, não tinha decepcionado os meus genes queridos.
Quando eu fui a primeira vez em minha terapeuta, fato que lembro até hoje, eu só chorei.
Na verdade, o que me levou até ela foi uma série de relacionamentos mau sucedidos que só tinham em comum uma coisa, eu mesma, então, com a ajuda de um bom amigo, comecei a vê-la para tentar acertar os pontos nesta questão.
Mau eu sabia que o meu problema nada tinha a ver com as pessoas que eu me relacionava, mas sim, a forma como eu me relacionava com elas e como eu colocava tudo nas mãos de pessoas que não tinham como suprir as minhas carências e engraçado, nunca me vi como o tipo carente de ser e durante muito tempo e na verdade até hoje, tento reconstruir a Carol e elevar a minha existência nesta terra abençoada a um nível pelo menos mais aceitável para mim mesma.
E em anos de terapia ainda me pego discutindo sobre como controlar coisas até que simples como o meu tom de voz, minha linguagem corporal e como lidar com as tarefas difíceis e as emoções que elas me incitam sem deixar todos os que me rodeiam completamente loucos no processo, por que sejamos honestos, hoje eu sei que ninguém precisa aturar caras feias ou reações cheias de stress da minha parte, isso é um progresso e creio que em um primeiro momento eu tenho que cuidar de mim e me restabelecer para depois encarar e aceitar as consequências dessas minhas atitudes.
Claro que tem dias mais fáceis, outros nem tanto, mais o ponto é, como lidar com o que as pessoas pensam e algumas até, verbalizam sobre mim?
Eu tenho caráter, sou honesta, disciplinada e isso somente já me faria uma boa companhia em qualquer relacionamento, mas as pessoas se tornam intolerantes a alguém que não consegue manter pra si os sentimentos de frustração e eles nem precisam mesmo, não estamos aqui para lidar com as emoções alheias o tempo todo, mais onde fica a coerência entre o que eu acho de você e o que você realmente é?
Eu não tenho uma suavidade constante e reajo demasiadamente rápido as grosserias do mundo, mas isso é realmente um problema seu?
E olha, não estou me eximindo de culpas aqui, eu falo, eu vou, eu volto, eu insisto, desisto, chacoalho as estruturas ao meu redor e as minhas também e no final ainda mando um foda-se para todos, pode isso gente?
Mas eu sou responsável pela imagem que constroem de mim?
Minhas atitudes falam sobre mim e no dia que eu to infernizada eu posso decidir o meu destino todinho com uma decisão super impulsiva e nem pensar nisso durante dias e quando eu finalmente entendo a reação exagerada, aí já é tarde para voltar atrás e começa a minha agonia pela dor que eu sinto em fazer as coisas com tanta paixão.
Eu me odeio às vezes, mais também sei que sou a minha melhor pessoa e que é com essa pessoa que vou ter que conviver até meu último suspiro.
Acordo, levanto, assumo os meus erros, refaço as conexões com quem eu preciso e tento esquecer quem eu percebo que me incita sentimentos e sensações que me tiram o controle e não pensem que é um caminho fácil, mais eu aceito e tento perdoar as minhas escolhas...
Hoje eu entendo que essas coisas são uma dificuldade para mim, não para todos, algumas pessoas tem uma certa serenidade nas relações, eu estou moldando as minhas aparas, tentando serenar...
Minhas lutas são minhas e não espero que ninguém entenda nada disso que eu falei, somente espero que as pessoas não percam tanto tempo julgando a minha persona, porque eu não sou de fácil entendimento e pessoas com pouca paciência podem se perder em devaneios e opiniões muito erradas sobre o que eu realmente sou.
A vulnerabilidade das minhas reações é o que fez muitas vezes muita gente ir embora mais o pior que sempre aconteceu é que as que ganharam a minha fraqueza, se aproveitaram dela para me silenciar, para me desestruturar ainda mais, por isso é difícil demais eu acreditar todas as vezes que as intenções e relações humanas são verdadeiras.
Sou contraditória, preciso de atenção, mas não ligo para as pessoas (estou falando de telefone, ok), sou péssima digitadora e por isso o whattsup não me favorece muito a não ser que você possa me ouvir e sou direta, até já ouvi que essa minha atitude extremamente transparente faz com que as pessoas tenham receio de chegar em mim, ou que fujam assim que se aproximam...
Aí eu falo para vocês, mais e os medos que os outros me incitam, ninguém nunca levou em consideração?
Sofri uma injustiça absurda uma época da minha vida com uma pessoa que era abusiva, preconceituosa e que usou da minha fragilidade emocional para me colocar ainda mais medos e mais incertezas, quando eu achei que a justiça tinha sido feita e essa pessoa tinha saído para sempre da minha vida, o dano desta experiência foi que perdi uma de minhas melhores amigas, ela nunca ouviu o meu lado da história e foi envenenada pelo mesmo veneno que quase me fez sucumbir... Nessa época eu voltei a fumar, coisa que eu não fazia há cinco anos e me senti uma perdedora de mão cheia e ao contrário do que dizem, que o que não te mata te deixa mais forte, desenvolvi um pânico absurdo com relação ao novo e luto diariamente para não cair no vitimismo e na tristeza que me abraçou àquela época.
Já sei com quantos paus se faz a minha canoa, mas não conto para ninguém, cada um deve se conhecer e saber se a canoa que está sendo construída será forte o suficiente para carregar a você e aos seus medos, alegrias, frustrações, etc, cada um sabe como navegar esta canoa e a minha hoje é mais resistente, procuro somente manter a manutenção para que os furinhos, não se transformem em vazamento e um potencial naufrágio, como já aconteceu algumas vezes.
Por isso, antes de pensar que sou forte ou fraca, bocuda ou muito calada, ou antes de julgar se eu sou ou não perfeita para a sua companhia e se afastar ou me afastar, me pergunte o que me move e o que me congela, que à partir daí, você terá uma boa chance de entender que no final das contas, eu sou o que eu sou e não a opinião que você formou sobre mim, não interessa o motivo.
A sua opinião sobre mim, ainda é só sua.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

#Youarewelcome

Qual é a do comercial de manteiga que anda circulando por aí?
A galera experimenta, adora e pede mais sabe o que?
Pão com manteiga.
Mentira, se você está no supermercado você quer provar o novo sabor de pizza, a nova cerveja artesanal ou o novo sorvete, agora, pão com manteiga meu povo???
Isso é uma visão de que, por mais que tentemos não ser assim, na real, gostamos do normalzinho e nada mais normal e simples que um pão com manteiga que tem gosto do que????
Advinha...
Agora existe uma nova categoria que é a margarina com gosto de manteiga ou manteiga com gosto de margarina, ou sei lá o que, manteiga é manteiga, margarina é margarina, uma vem do leite e a outra é gordura vegetal hidrogenada e se você misturar os dois, você tem uma manteiga mais artificial e uma margarina que continua não natural e ponto.
A não ser que inventem uma manteiga de bacon ou uma margarina vinda do alface, isso sim eu colocaria no roll de mudanças minha gente.
Propaganda oferece sentimentos também, entendo isso, creio que a mensagem seria de que ao comer esse novo produto sua vida fosse mudar, seus sentidos ficariam alterados e a Terra nunca mais entraria na mesma rotação a não ser que você pedisse um outro pedaço de... Pão com manteiga. Tá certo então!
Tudo é extremamente inflado, agora começam os comerciais de Peru, Tender, Chester, Fiesta e a velha e batida noção de que seu Natal fica menos importante se não houver nenhuma dessas delicias em sua mesa e a pergunta é, se não tiver o que vai acontecer?
Ninguém vai aparecer se não houver comida?
Que vida de bosta então hein, meu compadre...
Serve pelo menos um pão com manteiga pras visita colega e tá tudo certo, por falar nisso ouvi por aí que tem uma marca nova de mantegarina que é excelente...
E o comercial de eletrodomésticos onde os bailarinos ficam dançando no meio deles?
Sério?
Só por isso eu não vou dar uma chance para a Brastemp na hora que eu for pensar na linha branca da minha casa, puta merda coisa chata e fico pensando, será que na hora que você abrir a geladeira nova sairá uma brisa levemente enfeitiçada e você se sentirá com vontade de sair dançando pelos 30 metros quadrados do seu apartamento, como se não houvesse amanhã?
Ou se você ligar a coifa o barulho que ela emitirá será igual ao de passarinhos com cantos enfeitiçados que te induziriam a fritar tudo o que você tivesse na geladeira somente para que o som não parasse?
Irritante para mim, diversão para alguns outros, mas a magia das propagandas a meu ver é aquela coisa de te levar pra um lugar que você não conhece, de querer comer uma coisa diferente porque seria um novo gosto a ser experimentado e até quem sabe, incorporado ao seu dia a dia, uma geladeira é uma geladeira somente, mas se ela não vai sair dançando na sua frente, então não botem dançarinos dançando na frente dela, não faz sentido, linha branca não é leve, não é fluida, é pesada e necessária, eu acho que tá todo mundo ficando sem inspiração nos dias de hoje e eu também, por isso escrevi este blog.#denada

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Bebê-lo ei

Li há algum tempo atrás sobre um estudo feito no USA que afirma que as mulheres estão bebendo mais que há décadas atrás!!!
O que??? Estamos quebrando o monopólio masculino?
Queria ver como foi a pesquisa, na verdade eu queria saber como foi a primeira pesquisa que serve de base para a afirmação de que estamos bebendo mais do que antigamente.
Que coisa mais feia meninas, comportem-se, voltem para a casinha e bebam escondido, fiquem bêbadas como nossas tias, nossas vizinhas, nossas mães, só que dentro de casa, longe dos holofotes, não sejam vistas...
Que vergonha de vocês...
Precisamos de um estudo para saber porque são feitos estudos deste tipo, isso sim.
Bom, sem ser radical, estudos clínicos para analisar a saúde da população estudada são importantes para que saibamos a curto e longo prazo os reais efeitos da droga, mais realmente eu não me coloco no meu lugar e não concordo com o resultado simplesmente porque hoje falamos sobre o alcoolismo nas mulheres e os seus problemas e antes não, simples assim.
O teor da reportagem deveria ter levado em conta a quantidade de famílias que conviveram silenciosamente com esse problema e foram sufocadas pelas convenções de familiares e amigos que sempre negaram o problema, dizendo que era uma fase, ou que a pessoa era fraca, ou que deveríamos deixá-las dormir que passava.
As mulheres estão bebendo mais do que antes, provavelmente, mais o que leva a isso e quais os aspectos psicológicos desta mudança comportamental?
Será que o acesso ficou mais fácil?
Será que a vida ficou mais difícil?
Será que é bom beber?
Sei lá a resposta, porque no meu caso eu bebo, pois se fosse sólido comê-lo ia... lembram-se desta máxima?
Alcoolismo é muito diferente do que beber socialmente, conviver com alguém que você ama se destruindo dia a dia é muito diferente do que você ter que aturar uma crise de choro de um amado seu que bebeu demais da conta e não se enganem, as mulheres sempre fizeram parte destas situações, mas convencionalmente, seus vícios sempre foram varridos para debaixo do tapete, por isso meus caros, acho que não estamos bebendo mais do que há cinquenta anos atrás, é que somente agora alguém resolveu perceber que existe um problema.
Quem bebe não tem que se encaixar em uma categoria, mas pensando no ato de beber, as pessoas usam do álcool para se soltar ou para relaxar, a não ser quando é um vício, aí sim a parada fica doida, mas fora isso as escolhas para o consumo são individuais e não devem ser julgadas.
Cansei de ouvir...
Nossa mais que feio, você bebendo!!!
Nossa mais isso não é coisa de menina direita!
Nossa você bebe muito!
E o pior, nenhuma dessas pessoas se importou em dividir a conta comigo, mas se preocuparam em se intrometer em minha decisão e de julgar o meu comportamento naquele momento específico, aí fica fácil, muito fácil.
Pessoas que não gostam de álcool são bem vindas sempre, eu não as julgo por serem soltas sem precisar de subterfúgios, eu não as julgo por conseguirem se divertir só com a alegria que vem de dentro de suas almas coloridas, eu não as entendo, mas as respeito.
Na verdade há uma ponta de preocupação em minha alma sobre o texto acima, pois pode parecer que eu apoio o uso de substâncias e se você ler com mais cuidado pode ser até que eu precise de um tratamento, mas deixando esses fatores de lado eu só queria deixar claro que muitas vezes, o problema está bem debaixo de nossos narizes e só o vemos quando alguém tem coragem de gritar aos quatro ventos sobre o mesmo e à partir daí, como lidar com os nossos problemas só diz respeito a nós mesmos.
Por isso mulheres, levantemos nossos copos de cerveja ou nossas taças de vinho (ou shots se assim preferirem) e vamos tomar a quantidade de álcool que nos convier, as consequências de nossas atitudes são nossas mesmo, então, arquemos com nossas escolhas e tin-tin a todas nós!


domingo, 6 de novembro de 2016

PANEM ET CIRCENSES

Donald Trump!
E vocês me perguntam e esse seria o famoso quem?
Empresário, apresentador de programa de televisão, usa uma peruca horrenda, já foi casado várias vezes, tem uma relação estranha com a própria filha, se auto intitula de bilionário, mas não entrega suas declarações de renda ao fisco americano, ter um bronzeado alaranjado horroroso, é misógino, sexista, seus filhos homens são famosos por postarem fotos em caçadas de animais selvagens, obviamente casado com uma ex modelo e provavelmente o novo presidente do USA.
Ele é ambíguo em suas declarações, não aceita não como resposta, ofende a todos que se opõem aos seus pontos de vista e se a mensagem não fica clara somente com a ofensa, ele processa.
Amigo do Putin, pessoa que hoje em dia ele diz não conhecer, mentiroso, compulsivo no uso do twitter, inclusive o usando para destruir reputações ou incitar seus followers a promoverem bravatas contra os seus "inimigos", dirige-se somente a mulheres bonitas, as outras são porcas, gordas, feias, inclusive contratando pessoas somente pela sua aparência e não o seu potencial e ao perceber este erro reclama sobre essa escolha nos programas de televisão que sempre deram muita mídia para essas baboseiras que dão o que falar, foi para três debates com cacoetes de usuário de cocaína, mentiu o tempo todo, reclamou do tempo, das perguntas, depois inventou pesquisas que não existem e a cereja do bolo é que ele se beneficia do dinheiro que recebe de seus projetos de caridade.
Já disse que se ganhar ele vai processar e prender a Hillary Clinton e que se ele perder é porque as eleições estão sendo roubadas...
Alguém acompanha as notícias da campanha suja, debochada e desrespeitosa que ele anda fazendo?
Mas o pior do Trump é que ele pode ser eleito, mesmo com toda a palhaçada e cafonice atreladas a sua pessoa.
Creio que o que gera essa resposta das massas a um candidato tão despreparado em um país tão relevante ao resto do mundo é que existem pessoas que se identificam com os ideais do cara, não creio que seja um ritual de passagem para o novo, para o moderno, isso é somente um azar danado, onde as pessoas que pensam merda e fazem merda encontram um candidato igual a eles e nesse processo de esmerdeação nacional, foda-se o socialmente correto ou o que está pre estabelecido como correto, vamos explodir o sistema e plantar novas sementes, que sejam mais parecidas com a maneira que enxergamos o mundo.
Creio que o problema é que quando você está no país mais rico do mundo, você deve olhar a tudo ao redor com aquela manta de proteção, sem entender que visões retrógradas levam a escravidão moral, mental e ser subserviente a algo ruim te torna tão culpado como o cara que realmente perpetua o mal em si.
Preconceito as mulheres, degradação dos povos orientais, latinos, adoração a outros líderes mundiais sem escrúpulos, simpatia pela imoralidade não deveria ter espaço em campanhas politicas, ainda mais quando falamos de milhões de pessoas que podem ser afetadas no mundo todo por novas politicas de exclusão e exceção, mas creio que quem vota em Trump não está analisando os problemas que seriam criados ao elegerem uma pessoa populista, de fala enrolada, você está somente se associando a alguém que dará voz a mensagem de ódio, divisão e soberania que você já tem em sua construída em sua cabeça e somo dizem, a união faz a força... Ou o açúcar... Não sei direito...
Todos os países, em menor ou em maior proporção estão sujeitos a isso se um palhaço com ideais mais fortes do que seu caráter assumir um cargo tão importante, podemos considerar que aí sim, a vaca vai para o brejo, mas os problemas deles são só deles não é mesmo?
Podemos deixar de acreditar que isso tenha alguma coisa a ver conosco e de repente se o dólar perder a sua força, sempre haverão outros países que se erguerão, enquanto uns afundam, outros pegam a oportunidade e pulam direto para o lado oposto do abismo e se erguem na desgraça alheia.
Fico preocupada somente com o exemplo, afinal de contas um país que manda toda a sua cultura para o resto do mundo vai exportar o que agora?
A ideia de que nossos vizinhos não são bem vindo aqui e na hipótese de que se virem para cá atrás de melhores condições de vida, devemos segregá-los?
Podemos aprender com eles que se essa movimentação de pessoas for muito extensa devemos construir muros e mandar a conta do mesmo para que seus respectivos presidentes paguem pelo serviço?
Abraçaremos a ideia de que o terrorismo vem de berço e por isso, as famílias dos membros da ISIS onde quer que estejam devam ser exterminadas, pois afinal de contas, uma hora ou outra eles vão matar os nossos, por isso nos antecipemos e usemos nossa força bélica para matarmos os deles?
Será que a ideia de uma população pobre doente que não merece a ajuda do Estado pegaria no resto do mundo?
E a ideia da disseminação da informação de que mulheres são automaticamente atraídas a homens poderosos e que quando sentem o cheiro de seu poder, os deixam fazer o que quiserem, uma vez que como bons objetos inanimados e sem vontade própria elas devem ficar ali para serem tratadas da maneira que a eles convier?
Parece que eu inventei tudo isso?
Pois bem, são algumas das coisas mais enfáticas que vi durante toda essa campanha caótica que se estabeleceu no USA, o doido do possível futuro presidente daquele país poderia ser descrito somente com as frases acima, eu não precisaria nem fazer isso na introdução do texto, vai ser uma batalha bem difícil dia 09/11.
Isso só me dá a certeza de que em momentos de crise ou quando o povo começa a desacreditar na política e nos políticos, aparecem essas pragas populistas, boderlines ao ponto de convencer quase metade da população votante que ele seria a melhor opção, sendo ofensivo, destratando as pessoas e enlouquecendo todo mundo no processo e com um detalhe interessantíssimo, sem nenhuma proposta plausível para o povo.
Todas as pessoas do mundo se distraem com supostos circos e os caras entregam a eles somente o famoso pão, aquela máxima do Pão e Circo que já circula neste nosso mundo caótico há séculos.
Parece que a base de nossa construção civil sofre as consequências até hoje do que era feito lá nos primórdios do Império Romano... Quanta involução...
Que vença o melhor, ou pelo menos, o menos louco.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Sensibilidade

Que sensação de que algo vai explodir gente, só eu estou sentindo isso?
Parece que o clima está tão pesado que o menor movimento provocará uma repentina combustão que varreria quarteirões assim como em Hiroshima... Manja aquele cogumelo de ar quente, pesado e radioativo que varreu essa cidade?
É dessa maneira catastrófica que eu sinto o ambiente, ar quente, pesado e radioativo.
Sou só eu mesma?
Ah, os dramas, vários deles, drama no pessoal, no profissional, na família... Por falar em família agora a crise é porque o Natal será pobre este ano e aí eu me pergunto, quando é que tivemos um Natal rico?
São questões sem resposta para mim, pois creio na prosperidade de sentimentos, de amor e aí na contramão dessa filosofia de desapego material que eu desenvolvi, de repente a falta de coisas para eles seja mais importante, vai saber... Sou da opinião que se não dá para comprar Peru, compra Galinha, se não dá para comprar Leitoa, compra uma peça de Apresuntado e se não der nada disso, sempre teremos as malditas Uvas Passas de sobra em todo e qualquer arroz de qualquer festa natalina que você comparecer, das mais pobres as mais ricas, sem preconceito nenhum...
Deixemos eles e suas reclamações que acabam nos desesperando mais do que a eles mesmos, quem fala esquece, quem escuta não, já ouviram essa máxima?
Sintomas da vida moderna né, compre e seja feliz, tenha e seja feliz e quem anda na contramão dessa "onda" creio que se sinta menos pressionado nestas datas, deve ser isso.
E o dia a dia?
Quanta chateação, olha tem sempre um mau amado que não deixa o outro em paz no emprego, ou o colega que cria uma bosta de um grupo no whattsup só para postar o quanto Deus é misericordioso e conseguir digitalmente, diga-se de passagem, o perdão divino para todas as bostas que ele faz no dia a dia, tem eu e a minha falta de noção, os outros e as faltas de noção deles, esse tempo, aquele tempo, nossa tá difícil.
Desta vez, eu incrivelmente não tenho nenhum objetivo ao escrever este blog e o fiz porque eu estava achando uma maneira de voltar a me expressar e as frases acima me pareceram em um primeiro momento um conjunto ótimo que dariam um bom texto, mas eu acho que não rolou, de qualquer forma este texto fica de exercício para os próximos. Amém!