Jogar bola é muito da hora, assistir aos jogos do nosso time do coração nem que seja pela televisão é super emocionante, no estádio do seu time no meio da galera deve ser de perder a voz.
Eu fui uma vez com uma amiga palmeirense no meio da torcida do Palmeiras, assisti o jogo Santos e Palmeiras no meio da organizada e considero que isso foi um ato de coragem, porque o Palmeiras ganhou e ao fazer os gols, eu tive que comemorar, pra não ser desmascarada, afinal, meu time é o antagonista do vencedor do dia, então foi uma tarefa muito complexa e exigiu de mim um controle muito grande, mas eu acho que devemos ter essas experiências, mesmo que desafiadoras e perigosas.
Essa minha relação com o futebol é um pouco estranha, porque meu pai é São-paulino e entendia-se que eu seria uma também, mas porque eu sou a ovelha negra mesmo, virei corintiana e tive que ouvir muitas vezes que sou vira casaca, mas honestamente, essa nem foi a pior das ofensas que ouvi, então é noix na casaca que nos servir melhor.
E jogo de seleção? Manoooo, aí sim, torcer pelo Brasil pra mim é entrar em transe e virar uma doida e mesmo depois do 7x1 eu fico emocionada e torço a valer.
Depois dessas confissões nem tão íntimas assim, somente vexatórias mesmo, entro no assunto de hoje que é, o que acontece quando você vai assistir ao jogo de futebol do seu time do coração e o goleiro é um condenado por assassinato que está no regime semi aberto?
É preconceito meu achar que ele não deveria estar neste lugar?
O crime foi horroroso, o filho dele estava no mesmo lugar onde a mãe, Eliza Samudio foi assassinada e seu corpo até hoje não foi encontrado, sendo que há varias especulações sobre como foi o crime e como o corpo foi descartado, mas mesmo assim, a justiça determina que o condenado deve cumprir 1/3 da pena em regime fechado e depois de uma avaliação, ele pode voltar ao convívio social através de um novo regime, o semi aberto ou aberto, para que o Estado tire de suas costas a responsabilidade de ressocialização de internos e jogue de volta para a sociedade pessoas que claramente não estão preparadas para a civilização e nós que nos viremos, tipo toma que o filho é seu.
Sabe, a normalização dessa situação me incomoda demais, porque se fosse ao contrário, se esse goleiro tivesse sido assassinado pela Eliza, ela nunca mais veria a luz do sol e isso não estaria errado, crime é crime e ponto.
Oportunidades diferentes para a mesma lei...
Claro que não tem nada a ver com o futebol como um todo, acho que tem a ver com o futebol que traz de volta aos holofotes esse cara, por que? Para conseguir patrocínio da Barilla em homenagem ao co-autor do crime? Ou da Royal Canin, Friboi... Parece egocêntrico, e eu sei que todos os presidiários deveriam ter condições iguais no mercado de trabalho após cumprirem suas penas, mas cumpriu-se a pena? Ele se ressocializou? Ele está preparado para viver em sociedade novamente? Eu não acredito, mas não sou eu quem decide isso, o que eu posso decidir é que não falarei o nome dele no meu blog, ele não merece, mas da vítima dele sim, a Eliza Samudio que não teve direito nem a um enterro pois seu corpo nunca foi encontrado e essa história por si só, tira o brilho da festa do futebol, que com o falso véu de ressocialização, vai trazer para o clube um monstro egocêntrico...
Bom, isso é só mais um péssimo exemplo para todo mundo, ah, sei lá...
Bom, isso é só mais um péssimo exemplo para todo mundo, ah, sei lá...