Quem disse que ia ter que dar tudo certo sempre e que devemos pensar todos da mesma maneira..... Liberdade de escolha, de pensamento, de expressão....
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Indígenas a beira do colapso
Certamente alguns canais da TV aberta são extremamente parciais e se dirigem à massa e como gosto de ser diferente procuro não assistir, não quero ser levada a pensar como todo mundo, prefiro não saber do estado de saúde da Miss Bumbum por exemplo e nem que se ela tivesse aplicado menos ou mais hidrogel, estaria ou bem ou morta ou bem morta, isso definitivamente, não me interessa. Por falar nisso, ela sarou? Poxa... kkkkkkkkk
Bem, como em todos os lares todo o Domingo é um verdadeiro inferno para achar algo para assistir e você pode ter mais de 100 canais diferentes e simplesmente não ter nada interessante passando, por falta de opção acabei vendo um pedacinho do Fantástico antes de dormir.
Estava tudo ok, até começar a reportagem sobre o Infanticídio Indígena.
Péssimo, horrível, mas uma cultura diferente da nossa, concordam?
Ou ao ver tantas tribos no Brasil e nunca avistar um indígena com Síndrome de Down, vocês acharam que era o que????
O genes deles tem as mesmas características dos nossos, na verdade o mesmo que o de todo mundo por conta da raça né gente, somos humanos e isso somente seria suficiente para que as mutações, ou variaçãoes ou deficiências acontecessem a eles, como acontecem conosco, mas a reportagem apurou junto a Secretaria de Estado do Acre que os índígenas tem esta tradição de matar infantes com má formação.
Aí um Sr. Deputado quer criar um Conselho Tutelar Indígena...
O que esse conselho tutelar indígena faria?
Segundo os meus mirrados conhecimentos, creio que assistentes sociais seriam chamados para acompanhar um grupo de indígenas que tivessem um menor com deficiência e que estivesse em situação eminente de perigo e após uma rápida análise da situação (porque os órgãos públicos são conhecidos por sua rapidez), eles recolheriam essas crianças e tirariam a guarda dos pais, pois sabemos bem que o nosso Estado está mais do que capacitado para cuidar de nossas crianças, ainda mais das com deficiência!
Oras bolas, é errado preterir as pessoas por conta de seus problemas, mas por que achamos que a nossa interferencia seria boa para esta situação?
Só para mostrar como a nossa República não sabe lidar com problemas envolvendo indígenas, vamos a fatos.
O Estado falha ante as grandes explorações feitas no Pará por exemplo, alguém já ouviu falar de Eldorado do Carajás? Lá existe uma população rural e mais de vinte tribos que são expostas as mudanças causadas pela exploração de ferro... Sobre isso não se fala mais, é repetitivo, o Estado se cala, não ajuda resolver o problema, ou melhor fornece todos os incentivos e isenções às grandes empresas e deixa que a população lide com as merdas feitas por eles.
E a mina de diamante localizada na Reserva Indígena Roosevelt?
Procurando no Google vi que ela é considerada uma das cinco maiores minas de diamantes do mundo... Advinha o que acontece lá??? Os índios brigam pelas pedrinhas lindas, ganham dinheiro com a venda ilegal dessas coisinhas lindas e o homem branco quer matar todos os indígenas, pois eles querem fazer exatamente a mesma coisa, ganhar dinheiro com essas pedrinhas lindas...
Aí me pergunto, por que a natureza não foi mais justa com o povo da Islândia por exemplo? Se lá eles tivessem minas de ferro, ouro, diamantes como aqui acho que o aproveitamento seria melhor do que o que temos... Ou será que a ganância destruiria o caráter deles, como destrói ao nosso?
Bom voltando ao assunto do infanticídio, creio que se o Estado fosse tão bom em resolver os problemas de qualquer setor da sociedade, acho que aí sim poderia haver interferência nesse assunto, mas o que deve ser feito? Isso a reportagem não trouxe, ninguém sabe o que fazer com mais esse problema. A FUNAI não se pronunciou... Não sei se tenho uma visão clara sobre a função deles, também não acredito no assistencialismo indígena, enfim, várias questões não respondidas e eu assim como o Fantástico só faço as perguntas, responda quem tiver interesse na discussão.
Cultura é cultura e vou dar um exemplo muito besta, mas que vai demonstrar como é dificil mudarmos hábitos.
Falaremos do homem branco por exemplo. Mais precisamente, do homem branco brasileiro.
Bem, quando queremos que as bebidas daquela super festa cheguem primeiro em nossa mesa o que estamos acostumados a fazer? Chamamos um garçom, oferecemos a ele uns R$ 50,00 e com isso a noite de bebidas e aperitivos a vontade está garantida. Isso pode parecer ridículo pois aquele garçom já está sendo pago pelo serviço... E venhamos e convenhamos, as outras pessoas tem o mesmo direito de serem servidas sem precisar pagar nada a mais por isso, o sistema de buffet te garante isso.
Isso é cultural e a maneira de combater esse suborninho amigável seria ou instruir o staff a não aceitar esse tipo de "doação" ( o que tenho quase certeza que deve ser feito, uma vez que essas "gorjetas" são dadas na surdina), ou aumentar o valor do salário desse garçom, ou pedir aos convidados que não façam isso e esperar que haja bom senso.
Agora de boa, há bom senso?
Mesmo que um garçom não aceite, há sempre outro que aceita e mesmo que o dono da mesa não ofereça o suborninho, sempre vai ter um tio bêbado que vai querer mais whisky do que deveria tomar.
Isso está arraigado... A síndrome do corruptor e do corruptível... Valores esquisitos esses nossos de conseguir o que queremos com a lábia e um pouquinho de incentivo financeiro... A Petrobras não me deixa mentir não é meus caros leitores... A escala é muito maior, mas pensem, tudo começa com um oferecendo e o outro aceitando, ou um pedindo e o outro pagando...
Agora imagine uma cultura de muitos anos, mais velha que a nossa que age de maneiras muito diferentes com seus infantes, com seus idosos, com tudo a sua volta?
Com a interferência do homem branco não há uma maneira de resolver isso sem destruir parte da cultura deles e de boa creio que isso não nos diz respeito...
As crianças filhas do homem branco estão tomando banho no esgoto enquanto o papai dela enche a cara de pinga...
As crianças filhas do homem branco estão no farol, enchendo o saco com aquelas porras daqueles papéizinhos com um chiclete e uma mensagem de estou precisando de dinheiro para comprar comida para a minha família;
As crianças filhas do homem branco estão roubando;
As crianças filhas do homem branco estão sendo mortas, ou pelo sistema, ou por doenças, ou pelos pais...
As crianças filhas do homem branco crescem e morrem assassinadas, principalmente se forem crianças pobres e negras;
As crianças filhas do homem branco estão morrendo iguais as indígenas, só que a morte delas é mais lenta...
Como resolvemos os problemas de nossa sociedade? Somos aptos a resolver o problema deles? Temos o direito e a condição?
Porque se houver solução efetiva, pode contar comigo para apoiar e difundir a ideia, mas não é o que parece, não devemos esquecer que algumas tribos ainda vivem como há muitos anos atrás e carregam uma história totalmente diferente da nossa, creio que o tal do homem branco poderia começar cuidando de seus problemas e quando conseguir resolver os seus problemas, tentar ajudar os seus irmãos de pele vermelha.
Falei, falei e falei, mas gostaria de falar mais uma coisinha.
Não acredito em soluções imediatas para nada, tudo que exige mudança, demanda muito estudo, muito debate, mas um mal que aflige a nós brasileiros é que queremos tudo no grito e agora, perdemos um pouco da paciência para analisar as opções, conversar civilizadamente sobre o que pode ou não ser feito para resolver as coisas, somos movidos a decisões unilaterais que a maioria das vezes não nos ajudam, somos armados até os dentes (literalmente) e para a maioria dos problemas, fazemos o que sabemos de melhor... Colocamos o tapete em cima da sujeira, ou neste caso é mais simples, trocamos de canal e bola para frente!
Situação complicadinha!!
Boa sorte a todos na seleção não natural... Os mais fortes nem sempre sobrevivem...
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