Ainda ontem, me deu um ataque de ansiedade, com aquele calorão subindo e uma vontade de ir para a Jamaica pular em alguma praia e fumar alguma maconha, vontade danada de ir para a Islândia e comer carne de baleia, ou de simplesmente, enfiar minha cabeça na privada e refrescar o calor no rosto e rezar para que a dor da alma, se evaporasse no processo.
Quando eu comecei a escrever ainda não tinha esses ataques, claro que de alguma outra maneira o meu corpo deveria demonstrar o seu descontentamento com as constantes decepções vividas, mas acho que a idade potencializou o processo.
Hoje em dia não posso nem passar por uma humilhaçãozinha, que já fico toda suada, pode isso?
Acho que não consigo mais esconder a decepção quando ela acontece, imagina ouvir coisas grotescas e ficar com a cara toda vermelha, quer dizer, além da vergonha de ser considerada uma pessoa ruim, você tem ainda que demonstrar sem querer que está decepcionada…
Minha chateação é que nem sei mais o que dói, se é o coração, a alma, o estômago, ou a minha existência, a grande dor existencial, de existir erroneamente, inclusive errando sempre.
Agora, aonde coloco essas dores e decepções? Porque eu tenho que seguir adiante mesmo com elas, mas ao mesmo tempo me parece difícil seguir com elas adiante, me fiz clara?
Sou impulsionada a mudar minhas atitudes, quais delas? Todas? Será que está tudo errado mesmo?
A lógica disso tudo é que em um mundo onde só você é o incompreendido, o problema deve estar em você e não em todo o mundo, você está no centro da tempestade porque se recusa a ser igual a todos e por mais que você ache sensacional todo o seu modus operandi, se todos que te rodeiam reclamam das mesmas coisas, pelo menos um pinguinho de culpa deve ser depositado em conta.
E a decepção?
E a tristeza?
Onde elas ficam? Enfia no bolso, engole o choro e segue, parte para a próxima insatisfação, para o próximo mar de lágrimas, aceita que, de boas intenções o inferno está cheio…
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