domingo, 10 de janeiro de 2021

Você é imune? Problema seu? Você sarou? Problema seu! Você não acredita na pandemia, aí já é problema de todo mundo!

 A rara dança do retorno e a longa vida da falta de empatia.

Tempo difícil com danos aparentes em quase todo o psicológico mundial.

Acabou a multiplicação de vez, as pessoas não conseguem mais dividir nada, o conhecimento está se perdendo no meio de teorias antigas travestidas com a roupagem preconceituosa intrínseca no âmago de muitos de nós!

Tolerar o mal, aceitar a dor do outro, dos outros, quando podíamos fazer muito mais, porque podemos fazer muito mais.

No meio de um desafio como o nosso, na história moderna foi somente enfrentado coletivamente há mais de cem anos e não aprendemos nada, não entendemos nada!

Perder a dignidade, existe isso?

Não é o tipo de característica que você tem ou não tem?

Então se você nunca foi digno, não o será, mesmo quando desafiado pela sombra da morte, a sua escolha indigna será trucar e sair para a noite, uma noite de felicidade que dura somente uma noite....

Cegueira coletiva, inspirado pelo governo que deveria nos proteger. E ninguém vê...  

Ou melhor, quem vê não pode fazer nada e os que podem, guerrilham entre si para colher os  frutos políticos das decisões que tomarem agora pos no final o que interessa são as próximas eleições.

Não estamos certos.

Não estamos agindo da maneira correta. 

Não estamos nos comportando como pessoas civilizadas.

A empatia morreu.

Só se importa realmente com o que está acontecendo quem tem consciência política, quem acredita na ciência e quem perdeu alguém para a praga.

Quem tem condições de viver assim? De onde tiram alegria para comemorar?

Comemoração real seria por um remédio sem contra-indicações e isso ainda não existe.

Mas o que esperar de nós mesmos?

Educação?

Consciência?

Solidariedade?

Temos isso? 

Somos a sombra desse crápula que normalizou o ódio como discurso para as massas?

Ou somos a resistência, o não a todos os esteriótipos, o não a cada desacato, o não ao nepotismo, o não ao capitão, o não a doença e o sim para a cura?

Não é normal enterrar as pessoas sem velório, não é normal achar isso normal.

Depois da imunização voltaremos a nos comportar como humanos? Voltaremos a ser racionais?

Pouco provável, pois o que estamos fazendo no momento onde deveríamos nos unir contra esse pesadelo, nos afastamos por conta de diferentes ideologias políticas.

E enquanto isso o vírus sofre mutação e acaba infectando ainda mais, mas ele só infecta porque tem hospedeiros que o carrega  e o libera, tornando aqueles que tem o desprazer de entrar em contato com ele, apenas números daquela noite onde escolhemos viver como se não houvesse amanhã, mais houve e a conta chegou. 

E agora? 

Agora é resistir e esperar, sonhar com dias melhores, aqueles aonde um espirro era somente sinal de rinite atacada e os beijos e abraços, faziam parte do nosso cotidiano.

Bons tempos, tempo da terra redonda, do muito obrigada e do respeito pelo que era correto, não importando de que lado ele estava.


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