A rara dança do retorno e a longa vida da falta de empatia.
Tempo difícil com danos aparentes em quase todo o psicológico mundial.
Acabou a multiplicação de vez, as pessoas não conseguem mais dividir nada, o conhecimento está se perdendo no meio de teorias antigas travestidas com a roupagem preconceituosa intrínseca no âmago de muitos de nós!
Tolerar o mal, aceitar a dor do outro, dos outros, quando podíamos fazer muito mais, porque podemos fazer muito mais.
No meio de um desafio como o nosso, na história moderna foi somente enfrentado coletivamente há mais de cem anos e não aprendemos nada, não entendemos nada!
Perder a dignidade, existe isso?
Não é o tipo de característica que você tem ou não tem?
Então se você nunca foi digno, não o será, mesmo quando desafiado pela sombra da morte, a sua escolha indigna será trucar e sair para a noite, uma noite de felicidade que dura somente uma noite....
Cegueira coletiva, inspirado pelo governo que deveria nos proteger. E ninguém vê...
Ou melhor, quem vê não pode fazer nada e os que podem, guerrilham entre si para colher os frutos políticos das decisões que tomarem agora pos no final o que interessa são as próximas eleições.
Não estamos certos.
Não estamos agindo da maneira correta.
Não estamos nos comportando como pessoas civilizadas.
A empatia morreu.
Só se importa realmente com o que está acontecendo quem tem consciência política, quem acredita na ciência e quem perdeu alguém para a praga.
Quem tem condições de viver assim? De onde tiram alegria para comemorar?
Comemoração real seria por um remédio sem contra-indicações e isso ainda não existe.
Mas o que esperar de nós mesmos?
Educação?
Consciência?
Solidariedade?
Temos isso?
Somos a sombra desse crápula que normalizou o ódio como discurso para as massas?
Ou somos a resistência, o não a todos os esteriótipos, o não a cada desacato, o não ao nepotismo, o não ao capitão, o não a doença e o sim para a cura?
Não é normal enterrar as pessoas sem velório, não é normal achar isso normal.
Depois da imunização voltaremos a nos comportar como humanos? Voltaremos a ser racionais?
Pouco provável, pois o que estamos fazendo no momento onde deveríamos nos unir contra esse pesadelo, nos afastamos por conta de diferentes ideologias políticas.
E enquanto isso o vírus sofre mutação e acaba infectando ainda mais, mas ele só infecta porque tem hospedeiros que o carrega e o libera, tornando aqueles que tem o desprazer de entrar em contato com ele, apenas números daquela noite onde escolhemos viver como se não houvesse amanhã, mais houve e a conta chegou.
E agora?
Agora é resistir e esperar, sonhar com dias melhores, aqueles aonde um espirro era somente sinal de rinite atacada e os beijos e abraços, faziam parte do nosso cotidiano.
Bons tempos, tempo da terra redonda, do muito obrigada e do respeito pelo que era correto, não importando de que lado ele estava.
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