Eu queria ser leve... A leveza deve ser uma sensação muito boa, flutuar pela vida com os ares te levando a passar por cima de todos os tédios, das reclamações, da dor, simplesmente ser, sem estar cercada de coisas que te incomodam, te deixam para baixo.
Eu queria ser leve... queria sorrir e parar de me vitimizar, queria sorrir e parar de querer milagres que não rezo para que aconteçam.
Eu queria ser leve e substituir os doces matadores de pâncreas pelos stevitas da vida, dando quem sabe, uma chance para o câncer ao invés da diabetes.
Eu queria ser leve e me relacionar com as pessoas, olhando as partes boas mesmo quando elas são estranhas, sentindo os ares da felicidade, me banhando nessa energia e me revigorando.
Eu não sou leve, eu sou o oposto, eu sonho e quero que tudo saia da maneira que está em minha cabeça e como elas nunca são assim as dores da decepção me inundam e eu adoeço, uns dias mais, outros menos.
Eu não sou leve, eu sou compulsiva.
Eu não sou leve, eu sou inconformada, triste e ressentida.
Eu não sou leve e os remédios não estão me levando ao lugar aonde eu queria ir, naquele mundo aonde eu flutuasse pelas atitudes e pelas palavras sem que elas me atormentassem ou me ofendessem tanto.
Você pode ler e dizer que é fácil atingir a serenidade, mas o seu momento é igual ao meu?
O seu momento é leve? O aproveite, o abrace e tente ser assim pelo resto da vida, você deve merecer ter essa tranquilidade, só Deus sabe pelo que você passou, mas o meu momento não é esse, nunca foi.
Será que nunca será?
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