domingo, 15 de dezembro de 2019

Datas... Sem comemoração...

Essa data se repetirá todo ano e todo ano será que eu vou ficar do mesmo jeito? Lembrando onde eu estava, como eu estava, como ela estava, até a hora que ela não estava mais...
Um ano sem ela.
Não tenho palavras para descrever o quanto faz falta escutar o filhinha que ela dizia...
Outro dia no desespero mesmo, fui ouvir meus recados na caixa postal para ver se tinha algum que ela me deixou e eu tivesse guardado, mas não tinha nada...
 Essa busca desesperada por essas memórias palpáveis fica cada dia mais intensa, não quero esquecer nada, da voz, do cheiro, da sua respiração...
Ela foi e eu do lado e não me despedi, na verdade eu fiquei mentindo para ela, eu dizia no ouvido dela que ela ia melhorar, que ela ia sarar...
verdade que a vida não me deixou dizer a ela, menti porque eu queria mesmo que ela ficasse, se recuperasse, me fizesse companhia!!!
Ela foi minha companhia, minha companheira e eu espero que ela olhe por mim e me veja, eu não tenho esse luxo, só a vejo em meus sonhos e em poucas fotos que ela deixou eu tirar...
Se ela me ver, que não me pegue chorando ou lamentando a sua partida, não quero que ela fique preocupada comigo, quero que ela veja que por mais difícil que esse ano foi e por mais impossível que eu achei que fosse passá-lo da, estou aqui de pé, quase recuperada de todos os tombos e com muita vontade de ir além! Ela me ensinou isso, a ir sempre adiante e eu vou, sem ela ao meu lado, mas tem lugar melhor do que dentro do coração para se estar? Acho que não, ela morava lá antes disso e de la, nunca saíra!

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