Pai mata a mãe, filho vê e toma um tiro na cabeça, que mundo é esse?
Aí a população toma lado instantaneamente e começa a bombar a internet com apoio ao fato de que ele foi levado a fazer algo, por causa das feministas com suas ideias malucas, por conta do governo e suas cagadas absurdas, por causa do unicórnio com chifres coloridos que com certeza ele deveria ver com muita frequência, porque esse aí batia fora do bumbo minha gente, maluco de carteirinha.
Ele foi a única força motriz desse ataque, lidem com isso.
Só faltou sair aquelas pesquisas do Facebook, se você concorda dê um like senão só repassa, manja, lamentável.
Não há abertura para discussão aqui, esse é um crime de ódio de igual fanatismo e maldade como um ataque terrorista, para mim não há diferença, a única nuance aqui é que não há religião no meio, de resto tudo igual, pois o EI mata as pessoas em nome de uma vendeta contra o mundo novo, contra a oposição ao seu regime, contra o mundo todo que insiste em não andar da maneira que seria a mais adequada para eles e esse babaca fez a mesma coisa, um crime de ódio porque o sistema falhou com ele, a mulher falhou com ele e BAM, tiros para todos os lados, inclusive guardando um para a sua própria cabeça.
O melhor caminho, era ele ter entregue sua arma à polícia e ter vivido para lamentar essa merda toda, mas para isso, ou seja ser um homem, ele não teve coragem e agora vai para os autos como um covarde que mata o filho por egoísmo, a ex mulher por despeito e as outras pessoas por conta de sua convicção de que todo mundo estava errado e ele certo.
Quanto crime bosta e ainda dizem que não estamos em guerra, o pai mata o filho porque eles não dividiam a mesma opinião de mundo e detalhe, se mata depois, duas pessoas espancam um travesti e matam uma pessoa que tentou ajudá-lo, para depois se entregarem e afirmarem que são pessoas de bem...
Pessoas de bem não cogitam usar o botão do foda-se vamos matar mesmo, pessoas de bem não agridem os diferentes e pessoas de bem, provam que acusações feitas contra elas são falsas, não compram armas com o número de série raspado e matam o filho com um tiro na cabeça.
O menino tinha 8 anos e se chamava João Victor.
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