quinta-feira, 19 de março de 2015

Por um acaso você sabe com quem está falando?

Não. Eu nunca sei com quem estou falando. Na verdade eu falo tanto que na maioria das vezes eu nem percebo que ainda estou falando, nem percebo se tem alguém ouvindo e acabo proporcionando para o colega o papel de mero coadjuvante presencial em meus monólogos ininterruptos sobre os mais variados temas então eu possivelmente não saiba, na maioria das vezes, com que eu estou falando.
Já falei que escrevo para desabafar e nunca escrevo sobre o que não me interessa e essa acho que é a única diferença entre a minha escrita e a minha fala, porque falar, ahhhh, falo sobre tudo.
Se sinto saudades, faço um jeito de escrever nas entrelinhas, mas coloco lá todo o meu coração...
Se tenho raiva de algo, arreganho minhas tripas e faço de mim uma verdadeira idiota, me exponho mas alivio a minha consciência...
Se sinto dor, se algo me magoa eu escrevo detalhadamente a origem da minha dor e não me importo com julgamentos, pois escrevo para tirar de minha cabeça algumas coisas que ficam meio que entaladas!!
Procuro escrever sobre as minhas amigas, sobre suas conquistas, sobre meus pais, sobre o país, sobre o que me alegra e me entristece, enfim, quando me inspiro escrevo e escrevo e escrevo... Mas a fonte parece que, de tempos em tempos fica seca...
Será que temos uma cota do quanto podemos falar durante uma vida inteira, como aquele filme do Eddie Murphy? Porque se há cota, commmm certeza já esgotei a minha!
Mas parando com a justificativa da vez do texto de hoje (Sim, pois não sei se vocês perceberam que depois da crítica feroz que recebi de meu primo do PT, ando me sentindo no dever de justificar tudo que escrevo... Parece que,  serão feitos pre julgamentos sobre minha condição psicológica ou sobre o meu alto teor ácido ou a minha ignorância sobre assuntos mais importantes ou mesmo a minha idiotice, pura e simples, fico com medo de ser julgada, mas aí acordo e lembro que poucos se dispõem a ler, quanto mais para falar sobre os textos, aí me acalmo...). Creio que o melhor seja focar em meus desabafos porque isso sei fazer bem e se houver julgamentos, que sejam feitos por todos aqueles que realmente não tem nada melhor para fazer além de encher o meu saco.
Enrolei trinta e cinco mil palavras e esgotei quase todas das que tenho direito de uso até o final de minha existência somente para falar que FUI NA AVENIDA PAULISTA no domingo e o que catso isso tem a ver com a minha vontade de falar? Praticamente nada, a não ser que a minha voz finalmente foi abafada por milhões de outras vozes, quase todas com o mesmo teor de indignação e saco cheio da nossa política e lá, no meio da multidão, fiquei sem palavras...
Foi muito bom ver muitas pessoas com o mesmo sentimento que o meu, sem ninguém histérico, muito pelo contrário, o clima lá era muito mais ameno do que o de uma quinta feira no horário de pico.
O meu desejo é o de recuperação da nação e de seus valores morais. Acho que caberia nessa oportunidade, falar também que sou A-B-S-O-L-U-T-A-M-E-N-T-E contra ideia de militarismo, acho muita falta de conhecimento para com a nossa história e apesar de ter visto fotos nas redes sociais de pessoas com cartazes pedindo a volta dos militares, quando por lá estive não tive o desprazer de encontrar com essas pessoas. Tirando esse pequeno deslize, de resto tudo foi perfeito e andar na Paulista e ver suas cores, aquele monte de gente diferente da gente, policiais de boa em suas bicicletas e em seus camburões, caminhoneiros aguardando pacientemente e fazendo sua parte e a tiazinha japa recolhendo ao longo da Paulista o lixo e mostrando para nós, galerinha esperta manifestante, que a modificação ocorre de dentro para fora, assumindo nossas responsabilidades cívicas e aproveitando para deixar a porquice de lado pois aqui para nós, sujar a rua além de feio é tão démodé, né... Movimento pacífico e sem sujeira nas ruas, aí sim!
Bom, pulamos para as considerações finais:

  1. Não sei onde o Datafolha fez a medição da quantidade de pessoas que aderiram ao movimento, mas provavelmente o aparelho que ajuda eles nessa função está quebrado, dica do dia #trocassaporra!
  2. Com um milhão de pessoas para eu conversar no meio da passeata, fiquei ao lado de uma senhora que me contou muitas coisas sobre sua vida, mais o fato que mais me chamou a atenção foi que ela está há dois anos sem fazer sexo... Nada mais a declarar sobre isso #saizica!
  3. Se não há verba, use o verbo, é isso mesmo produção? É esse o conselho do Sr. Molusco para a nossa presidente? E depois o que? Pula de uma ponte? Poxa, esperava uma fala mais efusiva do Sr. Molusco, tão apagadinho nesses últimos tempos. Cadê a ajuda, camarada? Cadê o um por todos e todos por um tão digno de vocês, que fabricaram um clube fechado e seleto de endinheirados? Cadê o truque mágico para nos fazer esquecer tudo o que lemos, ouvimos e vemos? O Sr. como o grande senhor da fala, fale algo para nós... Fale algo bom para ela, a ajude, não é assim que funciona? Vocês sempre se protegeram, o que está acontecendo agora? Olha que você precisa de força para 2018 hein e ninguém gosta de traidores... #ficaadica
  4. A era dos militares destruiu famílias, silenciou vozes, foi parcial e cruel. Paremos de proliferar palavras de ordem as quais não conhecemos viu gatinhos e gatinhas. Vocês já leram aqui em meus textos a palavra procrastinação? Ou a palavra belicoso? Ou ainda pachorrento? Eu não sei o que significam e não as incluiria em uma frase por pura ignorância mesmo então não espalhem ao vento essas venetas, ok? #dúvidassobreissoleia
Sim, fui para o meio da multidão, sozinha, de busão, com um maço de cigarros, o dinheiro do ônibus e a disposição para me juntar ao movimento, fui com paz, fiquei na paz e ainda ganhei de brinde um final de tarde com um pôr do sol lindo... Veni, vidi, vici ou no melhor do nosso maravilhoso português, vi, vim e venci... Parabéns povo, a democracia agradece!





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