quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

SE AGIR COM AMOR É BOBAGEM, AGIR COM A RAZÃO E FAZER BOBAGENS É O QUÊ?

Preparar o coração para tudo, como fazer isso? E aí vem a pergunta, por que sempre descarregamos no coração uma porção de culpas que devem ser todas entregues somente ao nosso glorioso senhor, o cérebro... Sempre dizemos que o coração não vai aguentar ouvir isso, ou passar por aquilo, ou que ele vai quebrar, mas na real, até ele é controlado pela força superior de nossa cabecinha, ela sim companheiros, ela nos guia, ela nos ajuda ou não, portanto deixemos o coração de lado e voltemos para o que importa, tratemos de nossas cabecinhas. Os maiores males aparecem ao negarmos o poder que o nosso cérebro tem. Gostaria de saber como essa coisa de coração controlando emoções começou... Sabe, pensando sobre o que escrevi imagino a luta de uma pessoa que resolve abandonar um amigo quando ele mais precisa.. Será que foi o cérebro mesmo que pensou que seria melhor abandonar alguém em perigo para que essa pessoa não entrasse em apuros? Ou será que a cabeça não fez o seu principal papel e deixou que outros órgãos com menos "responsabilidades" levassem a culpa por esse lapso? Abandonar o barco afundando não é coisa de capitão, mas sim dos ratinhos que são os primeiros a fugir do navio, assim que percebem qualquer tipo de problemas e não adianta contestar, os cérebros desses bichinhos é menor e tem menos facetas que o nosso, eles são condicionados a viverem em situações que favoreçam a duração da espécie, proteção acima de tudo. Nós, seres humanos quando em situação de stress temos que parar para pensar e analisar o que é certo e errado e contamos com a dona evolução ao nosso lado para provarmos de toda a nossa racionalidade e "humanidade", cérebro não é adereço e não gasta com o uso, por isso ele deve ser evocado a tentar ultrapassar os desafios. Meus amigos perderam um amigo e o meu cérebro me fez escrever esse monte de lorotas acima, para não ser desrespeitosa com algo que não testemunhei, mas sinceramente, minha cabeça gritou comigo por um texto errático e muito sarcástico contra a pessoa que causou o acidente e que fugiu sem prestar socorro, mas lutei contra a vontade de me intrometer e escrevi em círculos que, por conta das escolhas erradas de uma noite, uma pessoa querida por muitos se foi. Ahhh, as notícias... Datena bombando com as imagens do fogo no carro, o outro que eu não sei o nome falando em churrasquinho, testemunhas, repórteres no local e até no IML filmando um irmão em agonia... Estranho quando você sabe quem é né? Estranho ver a exploração sobre o assunto e mais estranho ainda, pensar que aquelas coisas ruins que só acontecem com "os outros" aconteceu na verdade com "alguém", e que esse "alguém" tinha filho, esposa, mãe, um rosto e como "os outros" virou uma manchete. As escolhas da noite, eu não sei. As escolhas do dia, também não sei. Mas a escolha daquele momento onde nada mais podia ser feito podia ser de pelo menos, uma oração, um grito, um pulo, um coração, ahh ele, se ele tivesse falado mais alto será que o resultado seria outro? Será que se houvesse mais atitudes tomadas com o coração, os resultados dos dias e das noites seriam diferentes? O meu coração me diz que sim, o meu coração me puxa de volta para dentro dele e me fala que ele teria outras atitudes, ele teria sido menos racional, menos frio e mais emoção, ele teria gritado, saído do peito... Ele teria sido CORAÇÃO! Por isso esqueçam o texto de apresentação, nosso coração deve mandar sim, devemos acreditar em sua força mística, em sua força pura, em suas demandas, dizem que o coração quer o que ele quer e quem sou eu para dizer não a tudo isso. O meu coração me diz agora que isso também vai passar e como ele sabe mais, eu acredito piamente que ele está certo!

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