terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tributo a Iemanjá atrasado em 4 dias...

Para mim o dia de Iemanjá é todo dia..., já acordo e peço a ela que me guie por esta vida louca que vivo, (piadinha básica só para descontrair, de louca mesmo, só eu...hahaha minha vida é bem boring...)
Durante o dia ao aparecer as adversidades como também nas realizações (que são míseras mas acontecem)  lembro dela para agradecer e para pedir o que preciso.
Ao chegar a noite, acendo uma velinha e rezo para ela me guiar no mundo dos sonhos...
Sábado passado foi o dia oficial, o dia que está no calendário e ao ver a TV com tanta gente nas praias fazendo suas oferendas me deu uma vontadinha de ir visitá-la naquela calunga grande...
Mas acho que meu psicológico deu um parafusinho e acabei mesmo é hibernando em casa, com uma dor de garganta pertinente aos problemas correlatos a uma criança de 5 anos com a imunidade bem abalada pela baixa contagem de glóbulos brancos em seu organismo...
Acho que a melhor descrição que acho para ela é aquela que tudo vê, da que nunca esquece... bom, pelo menos de mim sei que ela não esquece
Dia de Iemanjá, ahhh, a minha mãe de cabeça querida... mãe de todos os que creem que há muito mais entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia...
Minha religião não é segredo para ninguém e o que mais estimo é o poder que dela tiro para conseguir ir em frente dia após dia, ela é um dos pilares do meu ser.
Amar a religião sem ser refém, ahh, deve ser bárbaro, porque hora ou outra existem algumas obrigações que não podemos deixar de cumprir, mas faz parte, como fazem parte também os questionamentos até um pouco que filosóficos (até parece que eu entendo bulhufas de filosofia, não é mesmo, mas disfarça e concorda, hahahaha...)
Que fique bem claro que a minha fé está em algo maior que eu, que me acalenta, que me dá forças "místicas e mágicas" para seguir em frente e não naqueles que acham que conhecem, acham que sabem, acham que são, estou falando de um sentimento tão profundo, tão arraigado que muitas vezes é mau entendido, mau interpretado, estou falando mais de alma do que de coração.
Falando em má interpretação, acho que poderia usar isso como tema de dissertação à partir de agora em meus textos, porque eu ando sendo um pouco mau interpretada, inclusive até fui chamada de mau educada durante o almoço por uma das pessoas mais mau educadas que conheço, então, se essa pessoa me julgou assim é porque o bicho tá pegando para o meu lado, hahahahahaha
Agora a real é, será que as pessoas realmente deveriam me interpretar? Será que aqueles que me conhecem (ou que acham isso) não deveriam somente me entender?
Será que eu diminuo as pessoas e tento dar nomes e descrições a todas as raivas, as dores, aos sentimentos como se fossem normais e de fácil interpretação?
Será que eu faço isso? Ou será que eu simplesmente não ligo para esses tais sentimentos, será que eu ligo só para mim? Boa pergunta, acho que essa tem resposta, eu ligo só para mim mesma!
Será que eu sou do tipo de pessoa que descarta aquelas pessoas que não são exatamente o que eu queria que fossem, é legal isso?
É legal não mudar e ficar querendo que o mundo todo gire em rotação contrária só para você poder provar que está sempre certo?
Será que as pessoas bonitas realmente são tão diferentes de mim? E as inteligentes? E as magras??? Ahhh, as magras são, elas são diferentes só pelo fato de serem ....magras...
Eu amo cachorro, amo crianças, amo o sol, a praia, o mar, na verdade nada disso é diferente porque eu sou a maioria né! Ou eu sou a minoria achando que sou da maioria?
Gente, essas linhas mal escritas acima são apenas coisas que aparecem e pipocam em minha cabeça e não tem necessariamente nada a ver com o dia dessa orixá linda ou mesmo com a essência do ensinamento, mas as escrevi porque ao pensar na imagem que conhecemos dela a vemos sempre de mãos abertas como que a nos esperar para nos dar uma recepção amorosa mesmo quando sabemos que somos pequenos, ou quando estamos tristes ou maldosos... por isso se ela quiser que eu vá ao seu encontro que eu consiga tirar de minha cabeça todas as coisas que eu ando fazendo e recebendo de errado. Que eu tente me purificar e esquecer as tantas coisas erradas...
Esses pensamentos fazem parte de algumas coisas que eu realmente gostaria de trabalhar e corrigir em mim, sonho em ser mais cheia de amor para dar, simpática, animada, comportada e como ainda não sou acabo me vendo como a um burro empacado comendo uma grama verdinha... se não for puxado, fica lá, com a mesma cara, o mesmo movimento de rabo, para lá e para cá, e a mesma fome....
Claro que eu poderia fazer uma alusão a uma borboleta ao invés de um burro, mas do tamanho que estou não consegui me imaginar beijando florzinha por florzinha... não estou em condições de usar nada delicado como analogia...
Voltando a Iemanjá, desejo sinceramente alcançar um nível elevado de entendimento, serenidade, bondade, humildade, conhecimento e amor ao próximo pertinente ao que considero que me tornaria uma pessoa melhor e honestamente... pelo que passei de um tempo para cá, desejo isso especificamente a algumas pessoas que estão achando que já alcançaram tudo isso e também para aquelas que acham que não precisam de nada disso, talvez sejam os que mais precisam desse asé!
Odoyá minha mãe!

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