domingo, 7 de agosto de 2011

POST DE DOMINGO NINGUÉM LÊ, AINDA BEM....

Valorizar o que se tem;
Amar quem realmente te ama;
Encontrar os meios para sobreviver sem arrependimentos, cercada somente do que te faz bem.
O que foi exposto acima, são somente questões de escolha.
Escolhemos a forma de viver a vida e ela pode ser simples e feia ou bela e grandiosa.
Hoje escolho a vida bela e grandiosa e ao fazer isso, já sinto o universo dizendo amém, o sol brilha e brilha e os passarinhos cantam bem pertinho como se fizessem questão de que eu os ouvisse.
Não comi nenhum chocolate ou tomei algum alucinógeno, somente acabei cedendo a pressão do meio ou seja, consegui tirar de todos os que me rodeiam atitudes positivas e isso me faz bem para variar um pouco.
Discutia anteontem com dois amigos meus várias formas novas de incluir os pensamentos abstratos ao meu discurso, mentira, eu queria parecer inteligente falando isso, discutimos sobre a leitura que eles fazem do blog e fiquei feliz com as idéias, as sugestões para deixá-lo ainda mais "pós-contemporâneo", fala ae Marcão....
E nada mais pós-contemporâneo que falar de....imóveis...., agora vai a pegunta, porque eu não consigo achar nada dentro do que posso gastar ? Ou é tudo muito caro ou é favela, não tem meio termo. Por exemplo, achei um imóvel despencando, que precisava ser demolido e reconstruído e achei que pelo terreno eles iam pedir uns R$ 150.000,00, fiquei entusiasmada com a ideia de morar nas Perdizes né, liguei para a Imobiliária e a porra da casa custa R$ 280.000,00, reitero, para demolir e fazer de novo e o pior, alguém vai fazer isso, o que me remete a história da finada dona dessa casa.
Há alguns anos eu guardava o meu carro em um estacionamento em frente a esta casa e quase que todo o dia eu via uma véinha bonitinha, que estava sempre varrendo sua calçada e conversando com os vizinhos.
Um belo dia, eu desço para pegar o carro com o meu cachorrinho e ele resolve fazer um cocô fora de hora em uma árvore ao lado desta garagem, na época não estava na moda catar o cocô do pet, mas eu já fazia isso, só que aquela hora eu fui pega de surpresa e não tinha saquinho. Espertona, o que eu pensei, entro na garagem, verifico se há algum saquinho no carro ou com o cara que cuida de lá e cataria a bosta. Procurei e não achei uma porra de um saquinho, resolvi então pagar o carro e ir em casa pegar uma sacola.
No que eu saio com o carro, aquela véinha bonitinha, virou a véia do inferno e começou a gritar do outro lado da rua: Sua porca, fica andando com o cachorro e largando a merda dele pela rua, você acha que tem empregado para ficar limpando merda do seu cachorro....
Ela gritava, todo mundo olhando para a minha cara e u não ia falar que já tinha bolado toda a reparação daquele fato, mas fiquei possessa. Veja, eu ia recolher o cocô pois fazíamos isso em casa, era costume e outra, se alguém tivesse visto o Pequeno (meu chochorrinho) cagando na frente da garagem e eu não tivesse recolhido, iam direto contar para o dono, que era amigo do meu pai que ia me atormentar, tudo por causa de dois biscoitinhos de merda.
Cheguei em casa, peguei o saco, voltei, catei a merda e não aguentei , xinguei a véia, mandei ela ir lavar uma roupa e plantar mandioca, pronto, firmei meu inferno imobiliário.
Resumindo, a casa que que vi outro dia é da véia, que lá do céu ou do inferno, está rindo de mim, falando, vai sua porca....
Eu digo que tudo o que fazemos para os outros reflete para nós, essa história é o reflexo disso...

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